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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 217

Helena passou os dias seguintes praticamente dentro da empresa. Dormia poucas horas. Reunia-se com engenheiros, advogados, bancos, fornecedores e clientes.

Tentava negociar prazos, adiava pagamentos e buscava linhas emergenciais de crédito. Mesmo assim, as contas já não fechavam.

Naquela sexta-feira, Maurício entrou na sala carregando uma pasta. Não precisou dizer nada, Helena compreendeu pela expressão dele que as notícias não eram boas.

Ela abriu o relatório e leu cada página lentamente. Quando terminou, fechou os olhos por alguns segundos.

— Quanto tempo nós temos? — perguntou sem levantar a cabeça.

Maurício respondeu em voz baixa.

— Mantendo esse ritmo de produção. — Fez uma breve pausa antes de concluir: — Cerca de quarenta dias.

O silêncio que se instalou na sala pareceu ainda mais pesado. Helena permaneceu imóvel. Desde a morte da mãe, ela começou a admitir uma possibilidade que jurara nunca considerar.

Talvez… ela realmente precisasse pedir ajuda a Eduardo e essa era a última coisa que desejava fazer.

*****

A sala de reuniões do galpão da Vasconcelos Mármores e Granitos permanecia fechada havia quase duas horas.

Sobre a mesa estavam espalhados relatórios financeiros, contratos, cronogramas de produção, laudos técnicos e previsões de fluxo de caixa.

Helena permanecia de pé diante do painel de vidro, os braços cruzados e o olhar perdido sobre o pátio industrial.

Bianca conferia novamente os números, enquanto Célia revisava os contratos.

Maurício, ainda com a roupa da marmoraria, mantinha nas mãos um relatório técnico enviado pelo engenheiro responsável pela perícia.

Foi ele quem rompeu o silêncio.

— O engenheiro foi categórico. O eixo principal do tear sofreu uma sobrecarga proposital. A sabotagem comprometeu toda a estrutura.

Helena fechou os olhos por um instante.

— Existe alguma possibilidade de recuperação?

Maurício respirou fundo antes de responder.

— Existe... mas não será rápida.

Fez uma breve pausa.

— Algumas peças precisam ser fabricadas na Itália. O prazo mínimo é de quatro meses.

A informação caiu sobre a sala como uma sentença. Bianca fechou lentamente a planilha.

— Quatro meses...

Célia passou a mão pelos cabelos.

— Nós não temos esse tempo.

Maurício assentiu.

— Nem produção suficiente.

Pegou outra folha.

— Com apenas o tear antigo funcionando, conseguimos atender pouco mais da metade dos pedidos atuais.

Bianca completou imediatamente:

— E os contratos maiores começarão a sofrer atraso em menos de três semanas.

Helena permaneceu imóvel.

— As multas?

Bianca consultou outra planilha.

— Se todos exigirem o cumprimento integral dos contratos… — Respirou fundo. — O prejuízo será enorme.

Célia fechou a pasta diante de si.

— Alguns clientes já ligaram hoje de manhã ameaçando rescindir os contratos.

Helena voltou-se para Maurício.

— E os funcionários?

Ele demorou alguns segundos para responder.

— Estão preocupados.

Helena permaneceu em silêncio e Maurício continuou:

— O acidente abalou todo mundo. O funcionário que ficou gravemente ferido ainda está internado. — Fez uma pequena pausa. — Além disso… Os homens começaram a comentar. Com a produção reduzida, alguns já perguntam se haverá cortes.

Helena respondeu imediatamente.

— Não.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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