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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 235

Naquela mesma noite, Eduardo e Helena chegaram a um dos restaurantes mais exclusivos da cidade, localizado na cobertura de um luxuoso hotel, frequentado por magnatas e grandes personalidades.

O restaurante, premiado com três estrelas Michelin, oferecia uma das vistas mais privilegiadas da cidade.

Foram recepcionados pelo maître, que os cumprimentou com discrição e os conduziu até a mesa reservada. Enquanto atravessavam o salão, era impossível não prestar atenção ao casal.

Helena usava um vestido preto de corte elegante, com decote quadrado que valorizava seu colo e a pele clara. Os cabelos estavam escovados em ondas suaves, emoldurando seu rosto.

Eduardo estava impecável em um terno cinza-claro, perfeitamente ajustado ao corpo.

A mesa reservada era uma das melhores do restaurante, posicionada próxima às grandes janelas de vidro, de onde se podia contemplar a cidade iluminada.

Helena já ouvira falar daquele lugar, mas jamais imaginara que Eduardo a levaria para jantar ali.

Ele afastou a cadeira para que ela se sentasse e, depois, ocupou o lugar diante dela. Por alguns segundos, os dois simplesmente se olharam.

Um sorriso discreto surgiu nos lábios de Eduardo.

— Você está muito bonita esta noite.

O elogio, tão simples e inesperado, fez Helena sentir o rosto aquecer.

— Obrigada.

Ela desviou os olhos, tentando esconder o constrangimento.

Helena observou o ambiente ao redor. Tudo era sofisticado: a iluminação suave, as mesas cuidadosamente dispostas, um pianista tocava uma melodia tranquila acompanhado por uma cantora criavam uma atmosfera acolhedora, íntima e quase romântica.

Os clientes pertenciam à mais alta sociedade, e Eduardo, apesar de ser um dos empresários mais conhecidos do país, não parecia chamar atenção apenas por sua posição.

Os olhares voltavam-se para os dois pela beleza e pela harmonia que transmitiam como casal. Helena sentiu uma estranha sensação ao perceber isso e por alguns instantes, quase conseguiu acreditar naquela imagem.

Após os pedidos, o garçom serviu o vinho e, para surpresa de Helena, Eduardo ergueu a taça.

— Que esta noite possamos viver algo novo. Sem negócios ou outras preocupações.

Helena ergueu a sua em resposta.

— À nossa noite.

As taças tocaram suavemente.

— À nossa noite.

Logo depois levaram as taças aos lábios e beberam.

— E sobre o que gostaria de conversar hoje?

Eduardo recostou-se na cadeira, parecendo mais relaxado do que de costume.

— Talvez possamos falar de nós.

Helena ergueu as sobrancelhas.

— De nós?

— Nossos gostos. Nossas preferências. Coisas que nunca tivemos tempo de descobrir.

Ela sorriu discretamente.

— Tudo bem.

E, pouco a pouco, a conversa tomou um rumo inesperado.

Descobriram que gostavam do mesmo estilo musical. Falaram sobre filmes que ambos apreciavam e descobriram que os dois gostavam de ir ao cinema, embora fazia muito tempo que nenhum deles conseguia fazer isso e de andar entre as pessoas sem ser reconhecido.

— Andar pela cidade sem precisar pensar em quem está olhando. Entrar em algum lugar sem que alguém me reconheça. Comer alguma coisa na rua.

Helena sorriu.

— Você sente falta de não ser Eduardo Monteiro?

Ele pensou por alguns segundos.

— Talvez.

A resposta a surpreendeu.

— Eu gosto de lugares assim — confessou Helena. — Onde ninguém sabe quem sou. Podemos simplesmente ser eu.

Eduardo a observou atentamente. Havia algo naquela ideia que parecia despertar nele uma sensação esquecida.

Então desviou o olhar para as luzes da cidade, era um cenário magnífico e um sentimento novo e ao mesmo tempo antigo surgiu. Liberdade.

Helena ficou alguns segundos olhando para ele. Eduardo parecia distante e mantinha um leve sorriso. Era um sorriso diferente de todos os que já havia visto.

*****

Após o jantar, quando alcançaram a rua, o carro já os aguardava diante do hotel. Assim que os viu, Nelson imediatamente abriu a porta para que entrassem.

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