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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 26

Eduardo permaneceu sentado por alguns segundos, olhando fixamente para a mesa, como se esperasse que o incômodo simplesmente passasse.

Mas não passou.

O silêncio da casa, antes confortável, agora parecia pesado demais.

Num impulso, ele empurrou a cadeira para trás e se levantou. Seus passos foram firmes, quase apressados, como se pensar demais o fizesse desistir.

Ao chegar à cozinha, encontrou Helena de costas, diante da pia. Ela acabara de colocar o prato com cuidado sob a bancada e manteve as duas mãos apoiadas sobre o granito.

Por um instante, ele apenas a observou. Havia algo ali que ele começava a entender… tarde demais, talvez.

Helena se virou ao sentir uma presença e se surpreendeu ao vê-lo ali.

— Eduardo…?

Ele hesitou por um segundo. Não era comum para ele, mas, ainda assim, falou:

— Eu… — passou a mão pela nuca, buscando as palavras — sinto muito, você se esforçou e não soube retribuir.

Helena piscou, pega de surpresa. Não pela frase… mas pelo fato de ele tê-la dito.

— Não precisava…

— Precisava, sim. — interrompeu, mais baixo agora. — Eu fui injusto com você.

O silêncio entre eles já não era o mesmo de antes.

Helena o observava com atenção, como se tentasse entender se aquilo era real… ou apenas momentâneo.

— Eu não quis dizer que… — ele respirou fundo — que o que você fez não tem valor.

Os olhos dela suavizaram, ainda que guardassem resquícios da dor.

— Eu sei o que aceitei, Eduardo — disse com calma. — Mas isso não significa que eu precise tratar como se… nada importasse.

A sinceridade dela não tinha ataque. Só verdade. E aquilo o atingiu de forma direta. Eduardo deu um passo à frente e depois outro.

Sem perceber, a distância entre eles diminuiu.

Helena sentiu a respiração falhar por um segundo, ele estava perto demais. E, ainda assim… não o suficiente.

Os olhos deles se encontraram e permaneceram ali. Presos.

Havia algo diferente naquele instante, algo que não cabia no acordo, que não seguia regras, que não obedecia limites.

Eduardo ergueu a mão, quase sem perceber, como se fosse tocar o rosto dela… mas hesitou no meio do caminho.

Helena não se afastou. Pelo contrário, ela se manteve ali esperando. O ar entre os dois parecia mais denso, carregado de algo que nenhum deles ousava dizer.

O olhar de Eduardo desceu por um instante até os lábios dela… e voltou. A proximidade agora era perigosa e foi exatamente isso que o fez recuar.

Como se despertasse de repente. Ele abaixou a mão lentamente, dando um passo para trás.

— Isso… — começou, mas parou, buscando firmeza — não muda nada. — A frase soou mais dura do que ele pretendia.

Helena assentiu, mas, dessa vez, não abaixou o olhar.

— Eu sei — respondeu, com uma serenidade que escondia mais do que revelava.

Eduardo assentiu de leve, como se encerrasse algo que nem chegou a começar.

— Boa noite, Helena.

— Boa noite, Eduardo.

Ele se virou e saiu.

Helena permaneceu ali, imóvel por alguns segundos, encarando o vazio à sua frente. Então soltou o ar que ficou preso, levou a mão ao peito. O coração ainda acelerado.

Porque, apesar das palavras… ela sabia que algo estava acontecendo e se não quisesse sair ferida, deveria ignorar ou iria se machucar muito.

E os dois sabiam disso.

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