— Sofia, o que você está fazendo aqui?
A voz de Isabela veio por trás.
Sofia soltou um suspiro, sem forças para reagir.
Mesmo tentando evitar ao máximo, ainda assim acabou sendo notada pelo olhar atento de Isabela.
Como se tivesse encontrado um tesouro, os olhos dela brilharam.
Ela puxou Felícia e foi direto até Sofia.
— Você está trabalhando aqui como atendente?
Isabela avaliou Sofia de cima a baixo.
O uniforme já deixava tudo evidente.
— Nossa, que situação a sua... — Disse, fingindo pena. — Depois que sua empresa faliu, eu até perguntei ao Miguel se ele podia te ajudar, mas ele não quis. Também achei que ele foi frio demais, cruel demais, só que não posso ir contra ele. Trabalhar aqui deve ser bem puxado, né? Toma, fica com isso por enquanto.
Isabela tirou duas notas de dez dólares da bolsa e estendeu na direção de Sofia.
A sequência de provocações foi tão absurda que Sofia ficou sem reação por um instante.
Ela sabia que Isabela estava fazendo aquilo de propósito.
Mas, sinceramente, não doeu.
— Você com certeza tem mais do que esses vinte dólares. Não precisa ser em dinheiro. Já que você é tão bondosa e quer tanto me ajudar, então transfere dez mil dólares para mim. Prometo que não conto para o Miguel.
Isabela não esperava aquela resposta.
A intenção dela era humilhar Sofia com aqueles vinte dólares.
Mas, naquele momento, o rosto dela travou.
Sofia sorriu de leve.
— Ué, não era de coração que você queria me ajudar? Eu até te dei a oportunidade. Aproveita.
— Você...
Isabela quase mordeu a própria língua de tanta raiva. O rosto ficou vermelho.
— Que falta de vergonha!
O sorriso de Sofia desapareceu.
Ela respondeu sem hesitar:
— Falta de vergonha? Difícil alguém superar você. Foi você que disse que queria me ajudar. Eu ainda fui educada de não chamar isso de falsidade.
Ao lado, Felícia perdeu a paciência com a discussão.
— Sofia, você trabalha aqui?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra
Miguel e Sofia ♥ ♥...