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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 16

A campainha tocou, Pedro estranhou a hora. Não estava esperando ninguém.

Quando abriu a porta, viu a sua filhinha parada, estava pálida, gelada, tremia e com as pupilas dilatadas.

Pedro conhecia bem essas características. Todas as vezes que Ivy teve crises nervosas após a morte de sua mãe, ela ficava assim.

Rapidamente ele puxou a filha para dentro. Abraçou ela fortemente, dizendo palavras de conforto em seu ouvido.

Ele não imaginava o que havia acontecido com Ivy para ela estar ali naquele estado de nervos.

Encaminhou a filha até o seu antigo quarto, um lugar onde Ivy sempre se sentiu confortável e confiante.

Deitou ela na cama, tirou seus tênis e a cobriu com o cobertor.

Correu até a cozinha, fez um chá forte e quente e pegou um dos comprimidos calmantes que há muito tempo Ivy não tomava mais.

Aquecida e medicada, Ivy voltou a si aos poucos, sentindo o abraço quente de seu pai e o cafuné delicado em sua cabeça.

- Desculpa pai, não queria te assustar.

- Minha filha, o que aconteceu? Você estava em crise, há muito tempo isso não acontecia.

- Eu sei pai, mas não consegui controlar.

Ivy abraçou mais forte seu pai, estava buscando o conforto que não sentia desde o dia do seu casamento.

Estava envergonhada, de cabeça baixa, Ivy começou a explicar a Pedro tudo o que aconteceu e as coisas que ela havia descoberto.

Sua voz era baixa e ainda estava trêmula, a temperatura de Ivy ainda estava baixa, mas mesmo relutante ela contou tudo a seu pai.

- Pai, desde o dia do casamento eu não consigo conversar com Dante sem ele brigar comigo.

- Por que filha?

- Não sei também, ele está diferente, sempre sem paciência, não gosta quando eu o toco e até me proibiu de entrar na LaBelle.

- Quando vocês voltaram da viagem?

- Já faz três dias.

Pedro afastou a filha e olhou em seus olhos, estava incrédulo do que a filha estava dizendo para ele, mas mesmo assim continuou a conversa.

- E ele já voltou a trabalhar?

- Sim pai, disse que tinha muito trabalho acumulado, dormiu fora de casa e desligou o telefone. Não sei, mas me parece que ele não quer estar casado comigo.

- Filha, não pense besteiras, ele quis casar com você. Foi ele que me pediu para namorar com você.

- Pai, ele se manteve distante durante a viagem, por isso quis voltar.

- Você que decidiu voltar?

- Sim, já não tinha graça para mim, pai nós ainda não transamos.

As lágrimas que Ivy controlou durante o dia, agora saiam sem permissão.

Junto às lágrimas, vieram os soluços, mas ela se manteve firme e abriu o coração para o pai.

- Filha, isso não é coisa que se planeja e marca horário, é instinto, vontade.

- Então isso não existe entre nós.

- Você é linda, não tem como ele não querer você.

- Pai ele mentiu para mim várias vezes.

- Mentiu? Sobre o que?

- Você sabia que a Ellie está trabalhando com ele há um ano?

- Não, desde que ela saiu daqui eu não falei mais com ela.

- E também ele já foi para a Grécia antes, duas vezes, com a Ellie.

NOITE LONGA E DOLOROSA 1

NOITE LONGA E DOLOROSA 2

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