Ivy levantou quando ouviu vozes em sua sala, não era mais tão cedo, então resolveu levantar da cama quando ouviu alguém bater à porta.
TOC TOC
- Bom dia senhora - Maura a governanta entrava delicadamente no quarto.
- Bom dia Maura, ouvi vozes, quem é?
- Seu pai, disse que te aguarda lá embaixo.
- Ok, diga a ele que já desço. Prepare o meu café também por favor.
- Sim senhora.
Após se arrumar, ela desceu e encontrou seu pai sentado no enorme sofá de sua sala com algumas flores na mão.
Então Ivy se lembrou que era o aniversário de morte de sua mãe. Fazia seis anos que ela havia falecido.
- Bom dia papai.
- Bom dia minha princesa.
- Vamos ao cemitério hoje?
- Você quer vir comigo?
- Vamos juntos todos os anos, papai, por que agora seria diferente? Além do mais, foi por isso que você veio não foi?
Seu pai não respondeu, apenas acenou com a cabeça e deu um leve sorriso. Ele sentou com Ivy na mesa para um café e depois os dois foram juntos para o cemitério.
- Sinto muita falta dela, às vezes penso como seria se ela estivesse aqui conosco - disse Ivy olhando a lápide de sua mãe enquanto Pedro colocava as flores no vaso.
-Ela estaria muito feliz em ver você casada com o homem que ama, assim como éramos.
- Vocês eram um casal lindo pai, meu exemplo sempre!
Eles ficaram ali abraçados por um tempo, olhando o pôr do sol que no campo do cemitério parecia tão calmo e pleno.
Pedro e Ivy aproveitaram o resto do dia como sempre fizeram desde que a sua mãe faleceu, passearam, fizeram compras, jantaram e quando perceberam já estava próximo a meia noite.
De volta à mansão, Dante estava na sala quando Ivy abriu a porta.
- Oi, em casa hoje? Que surpresa.
- Já é meia noite Ivy, onde você estava?
- Com o meu pai, por aí.
- Acho que vou proibir você de ficar com o seu pai, toda vez que some está com ele…
- Não diga bobagens, eu fico sozinha nesta casa enorme todos os dias o dia inteiro, passar um dia com o meu pai não faz mal a ninguém.
- E por que você estava com ele o dia todo? Maura disse que você saiu cedo de casa.
Ivy andou até o sofá e se sentou ao lado de Dante, sem esperar autorização ela deitou a cabeça em seu colo, fazendo ele se tensionar com a aproximação.
- Hoje faz seis anos que minha mãe faleceu, acho que nunca te falei isso, mas no dia que ela faleceu, nos passeamos, assistimos filme, jantamos fora e desde então, todo ano, no dia da morte eu e meu pai passamos um dia diferente.
- Entendi, não lembrava que era hoje o dia, mas você poderia ter me avisado.
- Você estava no trabalho e tem chegado sempre tarde, não achei que se importaria.
- Me importo, sempre.

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