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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 27

Ivy levantou quando ouviu vozes em sua sala, não era mais tão cedo, então resolveu levantar da cama quando ouviu alguém bater à porta.

TOC TOC

- Bom dia senhora - Maura a governanta entrava delicadamente no quarto.

- Bom dia Maura, ouvi vozes, quem é?

- Seu pai, disse que te aguarda lá embaixo.

- Ok, diga a ele que já desço. Prepare o meu café também por favor.

- Sim senhora.

Após se arrumar, ela desceu e encontrou seu pai sentado no enorme sofá de sua sala com algumas flores na mão.

Então Ivy se lembrou que era o aniversário de morte de sua mãe. Fazia seis anos que ela havia falecido.

- Bom dia papai.

- Bom dia minha princesa.

- Vamos ao cemitério hoje?

- Você quer vir comigo?

- Vamos juntos todos os anos, papai, por que agora seria diferente? Além do mais, foi por isso que você veio não foi?

Seu pai não respondeu, apenas acenou com a cabeça e deu um leve sorriso. Ele sentou com Ivy na mesa para um café e depois os dois foram juntos para o cemitério.

- Sinto muita falta dela, às vezes penso como seria se ela estivesse aqui conosco - disse Ivy olhando a lápide de sua mãe enquanto Pedro colocava as flores no vaso.

-Ela estaria muito feliz em ver você casada com o homem que ama, assim como éramos.

- Vocês eram um casal lindo pai, meu exemplo sempre!

Eles ficaram ali abraçados por um tempo, olhando o pôr do sol que no campo do cemitério parecia tão calmo e pleno.

Pedro e Ivy aproveitaram o resto do dia como sempre fizeram desde que a sua mãe faleceu, passearam, fizeram compras, jantaram e quando perceberam já estava próximo a meia noite.

De volta à mansão, Dante estava na sala quando Ivy abriu a porta.

- Oi, em casa hoje? Que surpresa.

- Já é meia noite Ivy, onde você estava?

- Com o meu pai, por aí.

- Acho que vou proibir você de ficar com o seu pai, toda vez que some está com ele…

- Não diga bobagens, eu fico sozinha nesta casa enorme todos os dias o dia inteiro, passar um dia com o meu pai não faz mal a ninguém.

- E por que você estava com ele o dia todo? Maura disse que você saiu cedo de casa.

Ivy andou até o sofá e se sentou ao lado de Dante, sem esperar autorização ela deitou a cabeça em seu colo, fazendo ele se tensionar com a aproximação.

- Hoje faz seis anos que minha mãe faleceu, acho que nunca te falei isso, mas no dia que ela faleceu, nos passeamos, assistimos filme, jantamos fora e desde então, todo ano, no dia da morte eu e meu pai passamos um dia diferente.

- Entendi, não lembrava que era hoje o dia, mas você poderia ter me avisado.

- Você estava no trabalho e tem chegado sempre tarde, não achei que se importaria.

- Me importo, sempre.

- Com certeza foi você em algum momento, o fato de você não lembrar não significa que não tenha feito.

Ivy encarou Dante por um tempo, como se estivessem em uma batalha silenciosa, ela sabia que não tinha feito aquilo, já fazia dias que eles tinham transado, não havia a possibilidade de ter sido ela.

Decidiu encerrar a conversa por ali, mas não estava confortável com a situação, ela iria investigar mais, nem que para isso tivesse que contratar alguém.

- Tem certeza do que esta falando né? Você não está mentindo para mim?

- Por que eu estaria mentindo?

- Não sei, você tem tantos afazeres no seu dia a dia e eu nunca estou neles.

- Está desconfiando de mim Ivy?

- Não…não, apenas estranhei não te ver por dias e você está com marcas nas costas.

- Por que você não vai tomar um banho tirar a poeira da rua e vem deitar comigo?

Ela sabia que ele estava tentando desviar o assunto e ludibriar ela. Então decidiu fazer o que ela disse, mas essa história não acabaria ali, ela descobriria o que ele estava tramando.

Entrou no banheiro e olhou novamente o cesto de roupas sujas, desta vez as roupas estavam limpas, mas o perfume não era o dele, era perfume de mulher e ela já tinha sentido em algum lugar, só não lembrava em quem.

Banhou - se e voltou para o quarto, ele estava mexendo no celular e quando a viu o guardou.

Ela deitou de costas, fingindo não ver o que ele fez.

Ele como se sentisse saudades, a abraçou por trás e o puxou para si, deu um leve beijo em sua cabeça e acarinhada a mão de Ivy que estava junto as suas no abraço, em movimentos circulares, repetiu o movimento como um mantra até que a mesma adormeceu.

- Não pense demais chérie, o que tiver que ser, será e você não impedirá.

Disse ele em tom quase inaudível.

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