Ellie estava em seu apartamento sozinha, furiosa, gritava e quebrava o que via por sua frente. Não aceitava o modo que foi tratada por Ivy na frente de tantos convidados.
Ela havia planejado fazer desta noite a sua estreia ao lado de Dante, para que a alta sociedade começasse a se acostumar em vê-la como a nova senhora Salvatore no lugar de Ivy. Mas seus planos tinham sido quebrados e ela havia sido humilhada.
- Vadia! Eu vou acabar com você Ivy! Eu vou acabar com você!
Suas lágrimas quentes de raiva desciam em suas bochechas destruindo a maquiagem feita com tanto esmero para a noite.
- Eu vou te humilhar! Eu vou te deixar no chão! O que você fez hoje você terá muito pior!
O coração de Ellie batia tão forte e acelerado que parecia que iria a qualquer momento quebrar os ossos de seu peito.
- Eu vou fazer você se rastejar como uma minhoca pisoteada! Você vai se arrepender de ter atravessado o meu caminho!
E no calor da ira, deu mais um passo em seu plano de separar Ivy de Dante.
Sentou em frente ao seu computador e logo começou a digitar. Escreveu uma longa carta contando sobre o caso de Dante. Uma carta rica em detalhes, quanto tempo tem o caso, quantas viagens, preferências do casal, detalhes sexuais e até uma provocação a respeito das marcas deixadas no corpo e na cueca.
“ Você gostou das marcas que deixei? O batom estava no tom apropriado ou eu deveria usar um vermelho mais vibrante?”
Ela iria fazer Ivy sentir a dor de ser humilhada. Afinal a prima que achava que seria a única para sempre, estava sendo traída há muito tempo.
Na manhã seguinte, Ellie passou em uma floricultura escolheu um buquê de lírios rosa, a flor preferida de Ivy e colocou a carta junto.
Pediu para entregarem na mansão de Ivy. Sem pestanejar também foi até a mansão, queria ver a hora que o presente seria entregue.
Ivy quando acordou não se sentia bem, seu estômago ainda estava revirado e seu corpo doía como se tivesse sido surrada. Mas mesmo assim, levantou, fez sua rotina de higiene e desceu para o café.
Dante já estava tomando café quando Ivy desceu. Percebeu que ela não estava bem, seu rosto estava pálido e seus lábios estavam sem cor.
Uma ponta de culpa o atingiu, desde o início da semana ele a ignorou, deixando-a sozinha, já que agora ele precisava acalmar Ellie que reivindicava o fim de seu casamento.
Maura entrou na sala com um grande buquê na mão, quebrando o silêncio que havia se instalado no ambiente.
- Bom dia senhora! Estas flores chegaram para a senhora e junto está a carta. Pediram para entregar em suas mãos.
Ivy olhou as flores, estavam lindas e cheirosas como ela gostava, até pensou que seria um pedido de desculpas de Dante, mas quando pegou a carta em mãos percebeu que o presente não era de seu esposo.
- Recebendo flores de outro Ivy, que peculiar de sua parte.
- Se não sabe o que falar, fique quieto Dante.
Ele se calou e continuou a observá-la, sem saber como reagir a fúria que Ivy tentava esconder.
Ela pegou a carta em suas mãos e percebeu que estava selada, o que indicava que era confidencial o seu conteúdo.
Colocou as flores de lado junto a carta, terminou de comer a pouca comida que colocou em seu prato e subiu com a carta para que pudesse ler sozinha.

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