Ivy estava no aeroporto aguardando o seu vôo. Antes de viajar, aproveitou o tempo que tinha para se arrumar, foi no salão, arrumou o cabelo e fez as unhas. Chegaria na sua nova casa bonita e arrumada.
Quando chegou ao aeroporto, já estava próximo a hora de embarcar, então fez o seu check in e foi para o portão de embarque.
Não ficou prestando atenção às pessoas ao seu redor, tentava se distrair com o café que estava em suas mãos. Não reparou que na mesma sala de espera estava Ellie.
Mas Ellie observou quando Ivy chegou, ela estava bonita e feliz, não demonstrava que seu interior estava em total destruição.
Ellie ao contrário de Ivy, estava simples e quase camuflada, não queria que Ivy a visse ali. Ficou de canto, destacada, apenas observando a prima.
Entraram todos no avião e se sentaram, Ivy e Ellie ficaram em fileiras próximas, o que ainda deixava Ellie de olho em cada movimento da prima.
Quando chegaram na França, Ellie observava cada passo que Ivy dava, seguindo ela de longe até escutar a prima falar com o segurança do aeroporto pedindo um hotel mais próximo.
Sabendo onde Ivy estaria, Ellie conseguiu se hospedar no mesmo hotel.
Como uma sombra sorrateira, ela esteve a todo momento perto sem que Ivy imaginasse tal aproximação.
O primeiro e o segundo dia na França passou tranquilo, sem muitas movimentações, Ivy apenas passeou conhecendo o local e praticando o idioma que estava enferrujado em sua garganta.
Ellie continuou observando de longe e ao mesmo tempo manteve Giovanni informado que logo estariam juntos.
No Brasil, Dante pensava em como encontraria uma solução para seus problemas. Era óbvio que Ivy não voltaria sozinha, mas que ele tinha que ser paciente e dar a ela um espaço.
Estavam sem se falar desde o dia do hotel, então Dante resolveu ligar para saber como ela estava. Se havia chegado bem, se estava se divertindo ou se precisava de alguma coisa.
O telefone de Ivy tocou, repetidamente, ela olhava a tela onde o nome de Dante ainda estava salvo como amor e um coração vermelho.
Não queria atender, mas o telefone continuou a tocar.
- Alô
- Oi, boa tarde, você está bem?
- Muito bem, por que está me ligando Dante?
- Quero saber se está bem, se chegou bem, se precisa de alguma coisa.
- Preciso do divórcio. Já assinou?
-Seu advogado ainda não falou comigo, e sinceramente não quero falar com ele. Volta para casa Ivy, me perdoa, eu juro por Deus que vou mudar. Serei o marido que você sempre quis.
- Mas agora quem não quer mais sou eu, não me liga mais, só assina o divórcio por favor e viva a sua vida com a Ellie. Ela te faz feliz, eu nunca farei.
Ellie satisfeita ria alto dentro do quarto, sua felicidade em saber que Ivy estava morta era enorme. Solicitou ao serviço de quarto uma garrafa de champagne para comemorar o ocorrido.
Na manhã seguinte, Ellie ligou para Giovanni dizendo que iria para a Itália, ele disse que não estava no país mas que logo estaria de volta, indicou um hotel para ela, que ele se responsabilizaria pela hospedagem até a sua chegada.
Ela ainda mais feliz em saber que não gastaria nada na Itália, logo arrumou suas coisas, comprou a passagem aérea e partiu para o aeroporto.
Quando chegou à recepção do hotel para fazer o check out, viu oficiais da polícia pedindo informações sobre Ivy, que havia tido um acidente.
A recepcionista disse que Ivy estava sozinha e que as coisas dela estavam no quarto que ela estava usando.
Eles subiram e verificaram o quarto de Ivy, achando em suas coisas o laptop com informações úteis para localizar a família no Brasil.
Organizaram as coisas que Ivy havia comprado em caixas e lacraram as malas, tudo seria despachado de volta para o país de origem.
Voltaram para a recepção e fecharam a conta de Ivy.
Ellie ouviu de longe, ria sozinha de cabeça baixa, sua vingança estava quase completa. Agora só precisava decidir a sua vida com Dante, mas precisava deixar a poeira baixar, não poderia voltar agora.
Portanto ficaria na Itália nos braços de Giovanni enquanto esperava por Dante.

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