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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 65

Seis anos depois…

Aos 30 anos, Dante estava de volta ao normal, depois da internação e do tratamento, agora era um homem seguro, quieto e de poucos sorrisos, não trabalhava mais na LaBelle, mas não se importava mais com isso.

As coisas do passado ele deixou para trás, a casa que vivia com Ivy estava vazia, limpa e fechada. Não voltou lá desde que saiu do hospital.

Morava agora em um apartamento, simples e não muito grande, como sempre Maura e Carlos se mantiveram ao seu lado.

O apartamento de Ellie foi vendido, não queria mais nada que lembrasse da amante que um dia ele amou e que foi a sua ruína.

Suas coleções foram vendidas, relógios, quadros e também os carros.

Se desfez da vida luxuosa e de ostentação que vivia, não tinha mais nada que era supérfluo, queria agora uma vida simples e tranquila. Fez outra faculdade, desistiu da administração, agora era arquiteto e seu capital foi aplicado em sua nova empresa.

Sua carreira era promissora e caminhava a passos largos, especializado em restauração, agora dava muitas palestras e participava de simpósios. Sua vida era agitada e ele estava sempre em viagens.

A convivência com Pedro era agora amistosa. Não que Pedro tenha esquecido o que aconteceu, mas saber que para Dante a dor também foi excruciante, e que a memória de Ivy estava viva, já o fazia se sentir em paz.

Assim como o sogro, Dante decidiu se manter só, não queria se envolver com mais ninguém, evitava ao máximo o contato e convívio com mulheres.

A lembrança de Ivy ainda era muito viva dentro dele, e as coisas que ainda sobraram dela, estavam guardadas.

Em seu quarto havia o quadro com a foto de seu casamento, e todas as noites Dante dormia olhando para o belo sorriso de Ivy.

Muitas vezes sonhava com ela, coisas que poderiam ter sido reais, se ele não tivesse acabado com tudo. Filhos, uma casa feliz. Era o sonho de Ivy ter uma família.

Mas nada disso se tornaria real, ela se foi e para ele só ficou a dor e o arrependimento.

O convívio com sua família também já não era mais o mesmo, se encontravam, conviviam harmonicamente, mas não havia mais a união de antes. Dante sempre estava com receio.

Agora ele ouvia mais do que falava, observava, aguardava, com as sessões de terapia, Dante aprendeu a esperar antes de agir por impulso, e assim que ele decidiu que o melhor para sua vida não seria continuar e sim recomeçar.

Domenico e Daiane tentaram trazer Dante de volta para a LaBelle após a recuperação, mas o mesmo já não queria mais. A empresa havia perdido o encanto aos olhos de Dante. Então os gêmeos se dividiram entre a LaBelle e o vinhedo Salvatore.

Seus pais tentavam sempre fazer o filho se envolver novamente com alguém, Arthur e Flora não queriam que Dante mantivesse a viuvez para sempre.

Estavam sempre apresentando alguma garota nova, bela e interessante para Dante, mas ele como fazia nos últimos anos, sorria, comprimentava e sumia.

- Pai por favor pare de fazer isso, é constrangedor.

- Filho, você não pode ficar só para sempre. Você só tem 30 anos!

- Sim eu posso e vou. Já tive a minha cota de tragédia na vida.

Um hotel grande, luxuoso, cinco estrelas, e quando chegou ao balcão para fazer o check in soube que foi reservado para ele uma das suítes presidenciais.

Estranhou, nunca um contratante o acomodou em um quarto tão alto nível assim.

A atendente entregou o cartão chave e sorrindo delicadamente passou o recado que guardava.

- O jantar será servido as 20:00 e a sua reserva já está feita em seu nome. O presidente estará esperando você.

- Reserva, jantar? Onde? Desculpe, estou um pouco perdido, faz muitos anos que não venho à Itália.

- Desculpe senhor Salvatore, o jantar será no restaurante Palermo na ala leste do hotel. O presidente fez a sua reserva, ele jantará com o senhor.

- Ah sim, entendido, obrigado.

Dante saiu do saguão, andando para o elevador, pensava em quem seria o presidente e porque ele iria jantar com ele. Por que uma suíte tão luxuosa se ele vai ficar um período longo.

Quando chegou ao último andar, suas malas já estavam dentro do quarto, uma mesa com bebidas e um balde com gelo e um cartão de boas vindas.

Sua intuição lhe alertava que estaria trabalhando com alguém que já era conhecido, afinal na mesa estavam bebidas que ele gostava um whisky bourbon e um gin tanqueray.

Provavelmente alguém que já esteve na noite bebendo com ele.

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