Hope havia marcado com Dante para saírem na próxima semana, e nos dias em que não se viram, trocavam mensagens carinhosas pelo telefone.
Agora que sabia que teria Dante, parou de perturbar o juízo de Giovanni pedindo ajuda ao seu fiel escudeiro.
Ela estava animada, muito animada. Durante muito tempo ouviu Giovanni falar de Dante, sem conhecê-lo, ela imaginava como ele era, como se portava, e agora que o conhecia, parecia ser muito melhor que sua imaginação.
Mas ao contrário dos outros homens que a cortejavam, Dante sempre a tratou com respeito, mas nunca deu intimidade para ela se aproximar além do limite.
Agora era o momento, ela iria até o fim para saciar a sua luxúria.
Era uma quarta feira, ela passou no hotel para buscá-lo. O relógio marcava oito da noite, quando Dante passou pelas portas do hotel.
Uma calça de alfaiataria, uma camisa regata e um terno por cima. Elegante e enigmático como sempre.
Ela o aguardava dentro do seu masserati, seus cachos coloridos estavam soltos no alto de um rabo de cavalo. Vestida em um vestido curto de paetês dourados de alça com decote v, que exaltava ainda mais seu belo e pequeno corpo.
Ele entrou no carro e a comprimentou, ela se aproximou e deu um beijo na bochecha, quase no canto da boca. Dante sorriu sem mostrar os dentes, sem olhar para ela, colocou o cinto de segurança e ela deu a partida.
- E para onde estamos indo? - perguntou ele após um tempo.
- Vamos dançar. Uma vez você disse que fez aulas de dança, quero ver se ainda sabe fazer isso.
Dante olhou para a garota surpreso. Depois de tantos anos ela faria ele dançar novamente.
- Acho que vai se arrepender, eu desenvolvi dois pés esquerdos.
- Não vou me arrepender não. Tenho certeza que vai ser ótimo.
- Como tem tanta certeza? - perguntou cético.
- Dois pés esquerdos? Você é canhoto, vai dar certo.
Os dois riram alto com a piada. Dante percebeu que ela estava atenta a ele. Pouco se viram pessoalmente, mas ela já tinha observado que ele era canhoto.
Quando chegaram ao local ela logo pegou na mão dele. Ele estranhou a princípio, mas logo entendeu.
Conforme foram entrando no local, muitas mulheres olhavam para ele com ar de cobiça e a cada “oi bonitão” que Dante ouvia, Hope o apertava, o que antes o faria brigar com ela, agora lhe parecia fofo e engraçado.
O local estava cheio, era fechado e a pista de dança parecia uma arena no centro do salão.
Muitos conheciam e comprimentavam Hope.
- Local interessante. Nunca vi um assim.
- Aqui só tocam ritmos latinos.
- Vi que muitos te conhecem, vem sempre aqui?
- Às vezes, mas a maioria me conhece porque já trabalharam comigo.
- Já dançou com eles?
- Não, já coreografei para eles.
Algumas músicas se passaram, os dois estavam em uma mesa conversando e então Dante tomou a iniciativa, retirou o terno e a chamou para a pista.
Estava tocando uma música sensual, no ritmo de zouk e Hope não estava acreditando que Dante saberia conduzi-la, mas quando chegaram ao centro, ele pousou a mão logo à cima de seu bumbum e colou o seu corpo ao dele.
O ritmo era envolvente e Dante dançava muito melhor do que ela jamais imaginou. Em sua listinha mental, ele acaba de ganhar mais uma estrelinha.
Todos ao redor ficaram observando Hope e o rapaz desconhecido que dançava perfeitamente bem. Chamavam atenção com a sintonia e harmonia entre os dois.
Algumas mulheres se aproximavam querendo dançar com Dante, já que ele era um dos poucos homens que sabiam dançar no local.
Hope como um cão feroz, logo dispensava as mulheres mostrando a todos que somente ela teria o privilégio de dançar com o parceiro.
Ao contrário do que ele imaginava, o quarto não era fofo e nem alegre como ela. Era um quarto sóbrio, com tons branco, cinza e preto. Elegante, mas lembrava um quarto luxuoso de motel.
- Não se parece com você. Tem mais o jeito de Giovanni.
Ele dizia olhando tudo ao redor, procurando um indício de que realmente era de Hope aquele quarto.
- Você poderia deixar de lado o arquiteto que existe em você?
- Não posso, é minha profissão - ele sorria de forma encantadora.
- Venho aqui às vezes, não é para ser pessoal. Por isso não tem a minha cara.
Ele entendeu o que ela quis falar, e logo a sua feição que era alegre e suave, se fechou, deixando sua face endurecida.
Ela não percebeu a mudança de humor dele, retirou os saltos, soltou o cabelo e se aproximou. Cheia de segundas e terceiras intenções, ela o sentou na cama, passava o nariz em seu pescoço, inalando o perfume dele que a deixava ainda mais excitada.
Sentou em seu colo, ficando de frente a ele, suas bocas estavam próximas e ela sentia o alito quente dele, passou suas mãos no cabelo da nuca de Dante, sentindo os grossos fios negros que ela sempre quis tocar.
Sua respiração estava pesada, seu coração estava acelerado e tudo o que ela queria naquele momento era transar com o homem à sua frente, ela o beijou, carinhosamente, aproveitando cada segundo.
Mas Dante a interrompeu. Tirou ela de seu colo e se afastou.
- Não acho que seja certo fazermos isso agora Hope.
- Como assim Dante? E desde quando para transar precisa de hora certa?
Ele olhou para ela sério, não acreditava nas palavras que ouvia, jamais imaginou ouvir tais palavras de forma tão natural.
- A hora certa é quando queremos, quando temos tesão. Não vivemos em um conto de fadas.
Ele respirou fundo tentando se controlar, as palavras dela mexeram com ele. A garota inocente e ingênua que ele havia tirado a virgindade já não existia mais, agora ela era uma mulher adulta, sexy e muito experiente

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