Entrar Via

QUANDO TE PERDI romance Capítulo 93

A semana se passou rápido, apesar da ansiedade.

Hope ficou de plantão em sua suíte com a porta aberta, esperando a chegada de Dante.

O dia de domingo se passou em pleno silêncio, já que no último andar, existia apenas quatro suítes e nem todos poderiam pagar por tal serviço.

E no início da noite enquanto Hope folheava uma revista, o sinal do elevador avisava que alguém estava no andar.

Ela correu para a porta e encostou para que Dante não visse que ela estava ali. Ele saiu do elevador com suas malas e entrou no seu quarto sem olhar para trás.

Hope pensou em bater na porta, mas quando se aproximou, ficou sem jeito e teve outra ideia.

Correu até a recepção e falou com o gerente, ele lhe deu uma cópia da chave da suíte de Dante, e ela subiu rapidamente com um sorriso largo em seus lábios rosados.

Ela estava tão empolgada com sua ideia, que não reparou que havia uma mulher perto dela e observava seus movimentos.

Quando Hope saiu do balcão, a mulher perguntou à recepcionista que não lhe dava muita atenção.

- Aquela ali é a Ivy Salvatore? Esposa do Dante Salvatore?

- Não, aquela é Hope Bórgia.

- Ah eu pensei que era ela, eu ouvi o nome Dante, achei que fosse a minha amiga.

- Desculpa senhora, acho que está enganada, o senhor Salvatore é viúvo.

A desconhecida fez uma cara de espanto, tampando a boca.

- Oh meu Deus, eu não sabia. Faz tantos anos que não nós vemos. Em qual andar o Dante está?

A recepcionista então estranhou as perguntas e então resolveu dar uma resposta errada.

- Ele está no décimo andar.

- Ah sim. - ela tentou disfarçar a sua curiosidade - Tentarei falar com ele pelo telefone. Obrigada pela atenção.

Ainda estranhando a atitude da mulher, a recepcionista anotou um recado para dar a Dante quando pudesse.

Dentro do elevador, Hope contava andar por andar até chegar ao vigésimo, as portas mal abriram e ela saltou para fora indo em direção ao quarto de Dante.

Colocou a chave na fechadura e abriu a porta com cuidado para não fazer barulho. Olhou em volta e percebeu que Dante estava tomando banho.

As malas ainda estavam no canto e não foram abertas.

Ela sentou na cama de frente ao banheiro e esperou e quando Dante saiu do banheiro, vestido em um roupão preto, secando os cabelos em outra toalha, se assustou ao ver a garota ali.

- Oi, espero que não fique bravo por eu estar aqui. - Ela acenava com a mão um pouco sem jeito.

- Bravo não, estou surpreso. A última vez que esteve aqui foi para brigar comigo. O que faz aqui tão tarde?

- Vim conversar com você. Sem brigas.

- A essa hora Hope?

Ela bufou desviando o olhar dele, estava sem jeito e não sabia como agir.

- Eu fiquei te esperando a semana toda, e quando vi que tinha chegado, não pude perder tempo.

- Você ficou aqui a semana inteira?

- Sim.

- Você poderia ter me ligado.

- Eu não quis te atrapalhar, eu só quero conversar contigo.

Dante se sentou ao lado dela, pegou a sua mão e entrelaçou os dedos, ainda em silêncio deu um beijo em sua bochecha.

Ela então quebrou o beijo, ainda sem fôlego e se levantou.

- Faria qualquer coisa mesmo?

- Sim, qualquer coisa

- Então para de fugir de mim.

Ainda parada em frente a ele, ela esperou a resposta.

- Nunca mais fugirei, e estarei com você sempre que quiser.

- Jura?

- Juro.

Hope então se despiu completamente na frente de Dante, totalmente sem pudor e movida pelos impulsos da luxúria, ela olhava para ele enquanto caminhava em sua direção.

Parou aguardando os movimentos dele, que não demorou muito para agir.

As mãos de Dante começaram a alisar o corpo de Hope, sentindo o seu calor. A pele delicada e quente que ele sentia tanta falta agora estava sob suas mãos.

Hope fechou os olhos sentindo e aproveitando cada toque daquele homem que ela tanto desejava.

Ele a deitou na cama delicadamente, sem pressa. Queria aproveitar ao máximo cada minuto ao lado dela.

Dante beijava cada pedacinho do corpo de Hope, como se quisesse deixar registrado na pele dela as marcas de seus sentimentos.

- Eu serei seu e somente seu até o resto de minha vida se assim você quiser.

Sua voz era grave, baixa e melodiosa, como se recitasse um poema aos ouvidos de Ivy que neste momento já delirava aos toques de Dante.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: QUANDO TE PERDI