Após a resposta de Dante, Hope puxou a sua camisa para cima expondo o peitoral e abdômen definido dele.
Mesmo agora, sabendo de tudo o que ele fez para ela no passado, Hope não conseguia deixar de admirar o corpo de Dante.
Estar com ele ainda fazia seu coração disparar, como nenhum outro homem tinha feito. O toque das mãos quentes de Dante fazia seu corpo arrepiar.
E ele, sem hesitar, levantou a mão para tocar a curva de sua bochecha, passando depois por seus lábios, um gesto tão simples, tão íntimo, que fez os dois prenderem a respiração.
Mas foi ela quem fechou a distância. Um beijo lento, primeiro, quase tímido. Depois, mais profundo, mais urgente, como se quisesse recuperar todos os beijos que não deram nos anos em que estiveram separados.
Dante se sentou na cama, ainda com ela em seu colo, e começou a retirar as roupas de Hope, não com pressa, mas com uma reverência silenciosa ao que estavam prestes a reviver. Cada toque era uma memória sendo reescrita, cada suspiro, uma promessa renovada.
Na cama, moveram-se como se o tempo tivesse voltado atrás, mas também como se estivessem indo além dele. Não havia só desejo ali, mas reconhecimento. Era o corpo dele reconhecendo o dela como casa. Era o coração dela batendo em compasso com o dele, como se nunca tivesse parado.
Por mais que ela gostasse de aventuras sexuais, nesta noite não estava com vontade de brincar. Ela só queria se entregar a ele e senti-lo. Seu cheiro, seu toque, seu gosto.
Uma noite que começou com certa angústia, terminou com muito carinho, amor e tesão. Os dois dormiram agarrados até o despertador de Dante tocar às cinco e meia da manhã, quando ele se levantou silenciosamente e se preparou para treinar, deixando Hope dormindo profundamente enrolada no edredom ainda quente do calor de seus corpos.
Ele fez seu treino habitual, quando voltou ao seu quarto, tomou um banho rápido e pediu o café da manhã no quarto.
Acordou Hope delicadamente e tomaram café da manhã juntos pela primeira vez depois de seis anos separados.
Dante foi trabalhar e deixou Hope em seu quarto, trabalhou normalmente o dia todo, mas no fim da tarde Giovanni não apareceu para o café da tarde de todos os dias.
Dante estranhou o silêncio do amigo e quando já estava retornando para o hotel, Giovanni ligou. No segundo toque Dante atendeu.
- Giovanni, boa tarde, o que aconteceu? Você não apareceu para o café hoje, já estou voltando para o hotel.
- Dante, eu verifiquei as imagens com a equipe de segurança do hotel, é realmente ela. Ellie está aqui e está quase sempre no hotel.
- Como você nunca reparou nisso antes?
- Ela está sempre diferente, usa perucas, às vezes loira, às vezes morena. E cada vez desce em um andar diferente. Mas no dia que ela perguntou de você ela se mostrou de cara limpa.
- Ela quer que eu saiba que ela está aqui.
- Claramente. Mas o mais importante que eu quero que saiba, é que ela é a responsável pelo acidente.
- Ellie? Giovanni eu sei que ela é uma puta, mas assassina não é o lance dela…
- Eu peguei o guia da Ivy, era no carro dele que ela estava. Ele me contou toda a verdade, me falou até o valor que ela pagou.
- Como você conseguiu essa confissão?
- Um dedo de cada vez.
- Você torturou ele?
- Não me pergunte o que você não quer realmente saber! Só tome cuidado, eu já reforcei a segurança do hotel, se ela aparecer eles vão pegá-la.
Ao se declarar para ela, ele olhou em seus olhos brilhantes e deu um beijo suave e carinhoso. Dante sentia em seu peito um sentimento estranho, uma sensação inexplicável que ele já havia sentido antes do acidente.
Hope se distanciou do beijo vagarosamente, sem sair de seus braços, ainda pensando nas imagens que viu.
- Eu não sei, não me pareceu ser isso… eu aprendi muitas coisas com o Giovanni e uma delas é sempre desconfiar das pessoas. O olhar dela não era de quem quer se mostrar… é algo diferente.
Diferente como?
- Um olhar vingativo, rancoroso. Algo que beira a loucura.
- Hope não crie muitas ideias em sua mente…
- Bem, comigo ela não pode brincar mais, era esse tipo de coisa que o Gio tinha medo quando me treinou. Se ela acha que ainda sou a prima dela, ela está enganada.
Dante não se sentia confortável com a conversa, preferiu então mudar um pouco de assunto e sair do hotel para esquecer um pouco do assunto.
- Acho melhor sairmos um pouco daqui, vamos dar uma volta e depois podemos ir para o seu apartamento. O que você acha?
- Sim, é uma boa ideia. Vamos jantar, estou faminta!
Em pouco tempo ele se arrumou e os dois saíram juntos como um casal.
Passearam um pouco, pararam em um restaurante, jantaram, conversaram e riram. Por um breve tempo o objetivo de Dante deu certo. Estavam sem pensar em Ellie.

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