As investigações sobre Dora chegam a uma conclusão surpreendente: ela vendeu todas as suas propriedades na cidade, inclusive a casa que herdou de seu filho falecido.
— Parece que ela deixou a cidade, mas ainda não conseguimos rastrear seu novo endereço, já que não há mais nada registrado em seu nome — o investigador relata com uma voz grave, refletindo a seriedade da situação.
— E as imagens das câmeras de segurança? — Alice pergunta, sua voz carrega ansiedade e desespero, enquanto o pensamento de sua filha desaparecida a consome.
— Um suspeito foi captado nas imagens entrando no elevador, carregando o que parece um saco de beisebol, provavelmente dentro dele estava a arma usada para ferir Richard Carter.
— Meu Deus… — Alice sussurra, seu coração se aperta com o terror de saber que seu marido continua desacordado no hospital.
— O suspeito vestia uma jaqueta preta, um boné escuro, óculos, luvas, calças e botas pretas. Ele tomou todas as precauções para dificultar a identificação. O porteiro do prédio, aparentemente, foi dopado e está inconsciente. Ele será interrogado assim que acordar — continua o investigador, com a frustração evidente em sua voz.
— Isso não pode estar acontecendo… Isso só pode ser um pesadelo — Alice murmura, sua mente luta para aceitar a realidade cruel diante dela.
— Estamos tentando contatar o pai do seu ex-namorado, para ver se ele tem alguma informação sobre o paradeiro da ex-mulher — diz o investigador, tentando oferecer alguma esperança.
— Por favor, vocês precisam agir rápido, antes que seja tarde demais. Eu não posso simplesmente ficar aqui, sabendo que minha filha está nas mãos de alguém que quer me destruir — Alice implora, sua voz treme com a mistura de medo e impotência.
— Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance, senhora Carter. Infelizmente, as investigações podem levar tempo. A senhora tem alguma ideia de onde Dora Shaw possa estar escondida? Algum lugar que ela possa ter ido?
— Eu… eu realmente não sei — Alice responde, sentindo-se derrotada.
— Recomendo que tente descansar um pouco. Sei que é difícil, mas se tivermos qualquer novidade, informaremos imediatamente — sugere o investigador, com um tom gentil, mas firme.
— Descansar? — Alice ecoa, a incredulidade e o desespero estão refletidos em seu tom. — Meu pai foi baleado, meu marido está inconsciente com um ferimento na cabeça, e minha bebê está desaparecida. E o senhor me pede para descansar? — Sua voz se eleva, carregada de dor e desespero.
— Compreendo o quanto este momento é difícil, senhora Carter, mas continuar aqui sem descansar não ajudará ninguém, especialmente sua filha. Precisamos de você forte para o que está por vir.
Alice sabe que ele tem razão, mas o desespero a impede de aceitar a lógica. Ela sente que precisa fazer algo, qualquer coisa, para encontrar sua filha.
Nesse momento, um dos policiais entra apressadamente na sala da delegacia.
— Senhor, conseguimos rastrear o telefone de Richard Carter — anuncia com urgência.
— Onde está? — pergunta o investigador, atento.
— Em uma estrada rural, cerca de 200 quilômetros da cidade — informa o policial, trazendo um fio de esperança ao ambiente carregado de tensão.
— Despachem uma equipe para o local e procurem por qualquer sinal de vida, qualquer lugar que possa ser um esconderijo — ordena o investigador, enquanto o policial se retira rapidamente para cumprir as ordens.
O coração de Alice dispara, o medo se espalha como fogo em seu peito. Sua visão começa a ficar turva, e o mundo ao seu redor parece se fechar em escuridão.
— Senhora Carter, senhora Carter — a voz do investigador soa distante em sua mente, enquanto ela sente sua consciência se esvaindo.
[…]
Quando abre os olhos, Alice percebe que está em uma cama de hospital. A realidade atinge-a como um golpe, e ela tenta se levantar rapidamente, mas a tontura a obriga a recuar.
— Você precisa descansar, Alice — a voz suave de Laila ecoa ao lado dela.
Alice vira a cabeça e vê sua amiga parada ao lado da cama, com preocupação clara em seus olhos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!