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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 181

As investigações sobre Dora chegam a uma conclusão surpreendente: ela vendeu todas as suas propriedades na cidade, inclusive a casa que herdou de seu filho falecido.

— Parece que ela deixou a cidade, mas ainda não conseguimos rastrear seu novo endereço, já que não há mais nada registrado em seu nome — o investigador relata com uma voz grave, refletindo a seriedade da situação.

— E as imagens das câmeras de segurança? — Alice pergunta, sua voz carrega ansiedade e desespero, enquanto o pensamento de sua filha desaparecida a consome.

— Um suspeito foi captado nas imagens entrando no elevador, carregando o que parece um saco de beisebol, provavelmente dentro dele estava a arma usada para ferir Richard Carter.

— Meu Deus… — Alice sussurra, seu coração se aperta com o terror de saber que seu marido continua desacordado no hospital.

— O suspeito vestia uma jaqueta preta, um boné escuro, óculos, luvas, calças e botas pretas. Ele tomou todas as precauções para dificultar a identificação. O porteiro do prédio, aparentemente, foi dopado e está inconsciente. Ele será interrogado assim que acordar — continua o investigador, com a frustração evidente em sua voz.

— Isso não pode estar acontecendo… Isso só pode ser um pesadelo — Alice murmura, sua mente luta para aceitar a realidade cruel diante dela.

— Estamos tentando contatar o pai do seu ex-namorado, para ver se ele tem alguma informação sobre o paradeiro da ex-mulher — diz o investigador, tentando oferecer alguma esperança.

— Por favor, vocês precisam agir rápido, antes que seja tarde demais. Eu não posso simplesmente ficar aqui, sabendo que minha filha está nas mãos de alguém que quer me destruir — Alice implora, sua voz treme com a mistura de medo e impotência.

— Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance, senhora Carter. Infelizmente, as investigações podem levar tempo. A senhora tem alguma ideia de onde Dora Shaw possa estar escondida? Algum lugar que ela possa ter ido?

— Eu… eu realmente não sei — Alice responde, sentindo-se derrotada.

— Recomendo que tente descansar um pouco. Sei que é difícil, mas se tivermos qualquer novidade, informaremos imediatamente — sugere o investigador, com um tom gentil, mas firme.

— Descansar? — Alice ecoa, a incredulidade e o desespero estão refletidos em seu tom. — Meu pai foi baleado, meu marido está inconsciente com um ferimento na cabeça, e minha bebê está desaparecida. E o senhor me pede para descansar? — Sua voz se eleva, carregada de dor e desespero.

— Compreendo o quanto este momento é difícil, senhora Carter, mas continuar aqui sem descansar não ajudará ninguém, especialmente sua filha. Precisamos de você forte para o que está por vir.

Alice sabe que ele tem razão, mas o desespero a impede de aceitar a lógica. Ela sente que precisa fazer algo, qualquer coisa, para encontrar sua filha.

Nesse momento, um dos policiais entra apressadamente na sala da delegacia.

— Senhor, conseguimos rastrear o telefone de Richard Carter — anuncia com urgência.

— Onde está? — pergunta o investigador, atento.

— Em uma estrada rural, cerca de 200 quilômetros da cidade — informa o policial, trazendo um fio de esperança ao ambiente carregado de tensão.

— Despachem uma equipe para o local e procurem por qualquer sinal de vida, qualquer lugar que possa ser um esconderijo — ordena o investigador, enquanto o policial se retira rapidamente para cumprir as ordens.

O coração de Alice dispara, o medo se espalha como fogo em seu peito. Sua visão começa a ficar turva, e o mundo ao seu redor parece se fechar em escuridão.

— Senhora Carter, senhora Carter — a voz do investigador soa distante em sua mente, enquanto ela sente sua consciência se esvaindo.

[…]

Quando abre os olhos, Alice percebe que está em uma cama de hospital. A realidade atinge-a como um golpe, e ela tenta se levantar rapidamente, mas a tontura a obriga a recuar.

— Você precisa descansar, Alice — a voz suave de Laila ecoa ao lado dela.

Alice vira a cabeça e vê sua amiga parada ao lado da cama, com preocupação clara em seus olhos.

— Eu morreria se algo acontecesse com a minha filha — Alice sussurra, com desespero transparecendo em cada palavra.

— Não pense assim, Alice. Nada de ruim acontecerá. Chamarei um médico para recolocar o cateter. Você precisa de vitaminas para se fortalecer.

— Não, Laila, não chame ninguém. Só quero ver meu marido. Me ajude a chegar até ele — Alice implora, forçando-se a levantar da cama.

Mesmo contra a vontade, Laila ajuda-a a sair do quarto, guiando-a até o local onde Richard está sendo observado.

[…]

Na pequena casa, afastada de toda a civilização, Dora Shaw dá banho em Lily, que acordou chorando, assustada com o ambiente estranho.

— Não precisa chorar, Lily. Logo você vai se acostumar com a vovó — Dora murmura, tentando, sem sucesso, acalmar a criança.

Lily, visivelmente aterrorizada, chora ainda mais, assustada pelo lugar escuro e abafado.

Após dar banho na bebê, Dora a veste com uma das roupas que tricotou especialmente para ela. Apesar do frio do lado de fora, o calor na casa faz a bebê se sentir ainda mais desconfortável com a roupa quente.

— Já disse para não chorar, menina! — Dora grita, a irritação toma conta enquanto o choro incessante da criança ecoa pelo pequeno espaço.

Frustrada por não conseguir acalmar Lily, Dora decide recorrer à única coisa que a conforta: seu velho rádio, companheiro de tantos anos.

— Vamos ver quem faz mais barulho, você ou o rádio! — Dora zomba, ligando o aparelho no volume máximo. Ela coloca Lily de volta no berço e sai do quarto, deixando a bebê sozinha no escuro, com calor, assustada e chorando, sem o conforto da mãe ou de alguém familiar.

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