Laila sabe que não pode revelar os segredos de sua melhor amiga, ainda mais por saber o que aquilo significa para Alice, mas ao ver Silvia daquele jeito, pensou que poderia acalmar um pouco do coração dela.
— Sobre isso… — Laila pondera.
— Querida! — George se aproxima das duas com o rosto vermelho como um pimentão. Ele está nervoso e suas mãos tremem. — A nossa filha foi levada para a sala de cirurgia, disseram que terão de fazer uma Cesária de urgência.
— O quê? — Silvia questiona de modo tão surpreso que acaba chamando a atenção de algumas pessoas que estão ali. — Como assim?
— Eles informaram que a criança está passando por um sofrimento fetal e, se não for retirada com urgência, não sobreviverá.
— Mas a Alice nem completou 26 semanas ainda — Silvia diz desesperada.
— Informei a eles, mas os especialistas advertiram que, caso não façam isso, Alice poderá perder a vida.
Os dois saem dali desesperados, deixando Laila ainda mais atormentada, pois não sabe o que fazer.
— Meu Deus — Laila cobre a boca com as mãos, sentindo-se culpada por aquilo acontecer.
[…]
Em Nova York, Richard está em sua empresa. Pelo jeito que havia chegado ali, todos perceberam estar de mau-humor, por isso ninguém ousou perguntar o que estava acontecendo.
Enquanto ele está sentado à mesa em seu escritório, tentando fixar seus olhos no computador, sua mente continua no que havia lhe acontecido em seu apartamento.
— Como pude ser tão burro assim? — Se pergunta, jogando todas as coisas que estão em sua mesa no chão.
Ele está inquieto porque sabe que, além de ter feito algo de que não se lembrava, havia se responsabilizado pelo feito. Toda a sua vida mudaria a partir do momento em que prometeu à Madeline que se responsabilizaria por ela.
O som de uma batida de porta o faz fechar os olhos e contar até três antes de falar.
— Pode entrar.
— Com licença, senhor — diz Natalie Carson, sua secretária pessoal. A mulher encara as coisas do chefe jogadas no chão, mas finge ignorar, por ver que ele está lhe encarando com uma cara péssima. — Há uma visita para o senhor.
— Olha para minha cara e vê ser estou em condições de receber alguém aqui, Natalie? — pergunta num tom ríspido.
A mulher se assusta com o tom de voz do chefe, pois em todos os cinco anos que trabalha para ele jamais o viu daquele jeito.
— O que está acontecendo aqui? — Um homem alto, bronzeado e de cabelos cacheados pergunta, entrando na sala de Richard sem pedir licença.
— Senhor, não pode entrar aqui sem ser chamado — Natalie o intercepta. — O senhor Carter não quer receber ninguém no momento.
— É ele que quer me ver, Natalie? — questiona Richard.
— Sim, senhor Carter.
Richard olha para o homem e ri nervoso.
— Pode deixá-lo ficar — diz. — Traga algo para bebermos.
— Como quiser, senhor — responde Natalie, se retirando dali, mas sem deixar de dar mais uma olhada no visitante que acaba chamando a sua atenção pela beleza.
— Parece que passou um furacão por aqui — diz o homem, se aproximando da mesa de Richard.

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