Entrar Via

Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 218

Por dentro, no entanto, Laura ironizava: se existe um jeito de sair, quem é que vai ficar bancando o prisioneiro comportado naquele buraco imundo?

— César, o que você está fazendo? A sua irmã está nesse estado e você continua a metralhá-la com perguntas!

Como você quer comparar a Laura com aquele tipo de gente? Ela é uma jovem fina e refinada.

Mas César não deu ouvidos a Viviane; continuava com o olhar cravado em Laura.

— César, eu simplesmente não conseguia engolir aquela comida.

E os lanches que a família enviou... foram roubados por aquelas mulheres.

— Até onde eu sei, a polícia já havia dado um aviso sério àquelas presidiárias, tornando impossível que roubassem sua comida de novo.

Foi você quem cometeu um crime e estava pagando por isso; aquele lugar não foi feito para ser um spa de luxo.

Se você não passasse por algum tipo de sofrimento, como é que não cometeria os mesmos erros no futuro?

Era apenas um mês! E em vez de ficar lá e refletir sobre os seus atos, decidiu buscar atalhos e se fazer passar mal de fome.

E agora? Você conseguiu sair, mas o seu corpo ainda nem se recuperou direito. Você entende que isso vai deixar sequelas no seu trato digestivo para o resto da vida?!

Pare de tentar me assustar. Com a fartura e as regalias que tenho na Família Torres, que sequela no mundo não pode ser curada?

— O corpo da sua irmã está frágil, você não poderia ter poupado esses seus discursos pelo menos por hoje? Saia daqui agora mesmo!

César ainda queria retrucar, mas Viviane o empurrou para fora e bateu a porta na sua cara.

— Mãe, onde estão o papai e os meus outros irmãos?

— Eles estiveram aqui agora há pouco. Mas, assim que viram que você estava fora de perigo, foram embora.

Seu pai e eles trabalham cedo amanhã, não podiam passar a noite em claro.

Que conversa é essa de não poder passar a noite em claro? É evidente que eu não sou prioridade para eles. Humpf!

— Eu entendo, mãe, eles trabalham duro.

A senhora também devia ir descansar, eu já estou me sentindo bem melhor.

— Viu só? Você sempre foi uma menina tão compreensiva, não como...

— Mãe, vá descansar. Não quero que a senhora acabe adoecendo por minha causa.

Era melhor ir pelo segundo caminho: sofrer um pouco e passar fome por alguns dias.

Uma vez com o plano traçado, ela vestiu a máscara de santa. Distribuiu o que restou de seus lanches para as companheiras de cela.

Até mesmo as refeições que pegou nos dois primeiros dias, ela ofereceu às outras.

Na terceira refeição, já estava tão fraca que não conseguia se levantar para pegar a própria comida; então, as outras presas a pegaram por ela e, claro, comeram tudo.

No fim das contas, foi uma sorte o episódio recente da hemorragia. Com a saúde já tão frágil, ela não precisou passar fome por muito tempo antes de apagar.

Quando os médicos a examinaram, confirmaram a fraqueza extrema. O histórico de aborto recente acompanhado de perda massiva de sangue e risco de morte corroborou tudo perfeitamente.

Com a condicional por motivos de saúde aprovada, o resto da pena seria cumprido no conforto do seu lar.

Daqui a pouco, quando a polícia viesse interrogá-la, ela alegaria que aquelas mulheres haviam roubado a sua comida e lhes daria um belo golpe pelas costas.

Ah, podem rir agora. Passavam o dia inteiro roubando minha comida e me humilhando, não é? Pois bem, agora estou livre e vocês vão pagar por isso.

Ela faria com que tivessem suas sentenças aumentadas. Dias e mais dias apodrecendo naquele inferno.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão