— Só que, se fosse assim, você teria um monte de beldades ao seu redor. Será que olharia para mim?
— Bom, eu também não tenho um mar de homens lindos ao meu redor agora.
Tainá continuou brincando.
— Não tem? E o Carlos Xavier, o Sr. Índigo, o Sr. Valente, e... e aqueles cujos nomes eu nem sei...
— Ei, pare com isso, não fale besteira.
— Esses que você mencionou são amigos, colegas, ou subordinados. Onde que eles vivem girando ao meu redor?
— Mas pelo jeito que eles te olham...
— Eu já disse, chega, nada de falar besteira.
Quem diria que a Ana, que sempre parecia tão ingênua, teria essa perspicácia?
— Mesmo se eu tivesse um mar de beldades ao meu redor, eu casaria com você, porque você é excelente para formar uma família. É uma raridade maravilhosa.
Tainá contornou a conversa de volta ao ponto original, não podia deixar Ana continuar falando daquele jeito.
— Se você fosse homem, eu com certeza também me casaria com você.
Bia disse.
— E eu com certeza escolheria a Ana entre vocês duas.
— Ah, eu não sou boa?
— Você é festeira, ambiciosa demais e um pouco materialista. E a Ana não tem nenhum desses defeitos.
E havia mais uma coisa que Tainá não teve coragem de dizer em voz alta: Bia tinha uma aparência mediana, não chamaria sua atenção.
Já Ana era mais bonita que ela.
— Mas você não acha a Ana muito sem graça? A gente precisa ter coisas das quais goste na vida.
— Eu nunca achei isso.
— Tainá, você está tentando me irritar de propósito, não é?
...
As três conversavam e riam enquanto entravam no clube de animes e jogos. Este era o lugar pelo qual Bia, que adorava jogar, mais se interessava. Ao ver tantos cosplays, ela quase não queria mais ir embora.
— Se você gosta, se inscreva. A vida não pode ser apenas estudo. Quem sabe, você não consegue fazer algo grande com isso também.

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