Esperar que um bando de alunos que sequer terminaram a graduação conseguissem produzir alguma descoberta revolucionária seria a verdadeira piada.
Mas, por outro lado, também era um grupo ambicioso e significativo; embora tivesse poucos membros, a qualidade era bem alta.
Diferente de muitos clubes que não tinham sentido nenhum e só serviam para perder tempo.
A partir de agora, Tainá planejava focar nesse clube. Aos outros, ela dedicaria tempo se e quando sobrasse e se tivesse interesse.
Com a inscrição de Tainá, Ana e Bia também se juntaram, incluindo os quatro rapazes do dormitório de Carlos.
Como já estava ficando tarde, o grupo decidiu voltar.
Antes mesmo de saírem da sala, esbarraram com Lorena Índigo entrando, e a pessoa que a acompanhava, não daria nem para adivinhar quem era.
— Jéssica Lopes! Essa não é a prima da Tainá? Como... como ela está junto da Lorena?
Ana não resistiu em dizer.
— E o que há de estranho? Cada um tem seus próprios interesses.
Tainá sinalizou para Ana ficar calada.
Nesse momento, Jéssica virou a cabeça e se assustou ao ver Tainá de repente.
— Tainá, vocês também vieram aqui?
Seu tom de voz carregava uma ponta de culpa.
Como Ana tinha falado baixo agora há pouco, Jéssica não tinha escutado.
Tainá apenas assentiu educadamente e continuou caminhando em direção à saída.
Ao chegar perto da porta, ela disse a Carlos Xavier: — Entre e avise o Rafael: se eles quiserem aceitar a Lorena, eu me retiro.
Como já não se davam bem, não havia necessidade de ficarem juntas, causando desconforto mútuo.
Carlos assentiu e entrou, enquanto o restante do grupo o esperava na porta.
Quando ele saiu, disse a Tainá: — O veterano Rafael me pediu para te dizer que, não importa quem seja a outra pessoa, se houver um conflito, ele vai escolher você.
— Esse veterano realmente tem um bom olhar.
Disse Ana.
Tainá olhou para ela com um sorriso: — Por que você diz isso?
— Ninguém é melhor que você.

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