Todos os olhares se viraram imediatamente para Tainá.
Apesar da atitude do namorado da Patrícia momentos antes já ter respondido à pergunta, aquilo ainda parecia surreal.
Tainá assentiu, mas não entrou em detalhes sobre o que a empresa fazia.
Percebendo isso, ninguém insistiu.
— Eu só não esperava que o namorado da Patrícia fosse o funcionário que contratei. Que coincidência — disse ela.
Na verdade, antes, quando ouviu Ana falar sobre o quanto ele era excelente, Tainá até pensara que, se o cara fosse realmente bom, ela poderia tentar recrutá-lo.
Quem diria que ele já era funcionário dela.
Depois que a outra mesa foi embora, Carlos Xavier chamou o garçom e pediu mais comida.
— Por minha conta, comam e bebam à vontade.
O jantar seguiu animado. No caminho de volta para a universidade, Rodrigo e os meninos perguntaram a Tainá:
— Quando a gente se formar, a gente poderia trabalhar na sua empresa?
— Pelo que ouvi dizer, a sua família também tem uma empresa, Rodrigo.
— A empresa da minha família não precisa de mim, e eu não quero trabalhar lá. Meus pais ainda são novos, e eu tenho um irmão mais velho.
Tainá assentiu.
— A nossa empresa vai precisar de muitos talentos na área da computação. Se vocês quiserem trabalhar lá depois de se formarem, sem problema. Mas as vagas e o salário dependerão da capacidade de vocês. Como somos colegas e amigos, garanto que não serão desperdiçados ao entrarem na empresa, mas a competição interna e a avaliação de desempenho vão depender do esforço de cada um. Então, tratem de melhorar suas habilidades. O Carlos também tem participação na empresa, se tiverem dúvidas, podem perguntar para ele.
Ao chegarem no dormitório, Isabella Werneck e Camila já estavam deitadas, mas dava para ouvir o barulho delas se revirando de um lado para o outro na cama de tempos em tempos.

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