Desta vez, Tainá queria usar sua própria habilidade na competição.
O prejuízo financeiro ela podia suportar tranquilamente; não deixava de ser um ótimo exercício mental, certo?
Quando estava em estado espiritual, ela acompanhava Thiago Torres operando os grandes fluxos de capital, mas aquilo não tinha nenhuma relação com ela, pois não conseguia vivenciar as mesmas emoções dele.
Portanto, apenas assistir não lhe trazia nenhuma experiência real.
Na hora do almoço, Tainá comeu rapidamente e voltou à sala. Ainda faltava meia hora para a aula começar. Ela ligou o computador e começou a operar.
— Tainá, você já começou? — Ana e Beatriz Mendes acompanhavam Tainá, vindo com ela no mesmo ritmo. Embora não estivessem participando da competição, queriam usar o momento para aprender.
— Tainá, pode colocar uns mil reais meus junto. Se perder, perdeu. Eu só quero ter a sensação de como são as operações de verdade, não ligo se vou ganhar ou perder — comentou Ana.
Beatriz disse a mesma coisa:
— A gente consegue arcar com a perda de mil.
Ela havia conversado com Ana; já que andavam o dia todo com alguém tão talentosa quanto Tainá, era muito melhor tentarem aprender alguma coisa.
— Vamos fazer assim: eu recomendo que, para a prática real, vocês invistam mil reais e acompanhem os meus movimentos, assim vão sentir a experiência na pele. Se tiverem dúvidas, podem me perguntar quando sobrar tempo.
— Nesse caso, vamos botar dois mil cada uma. Afinal, foi o dinheiro que ganhamos de você naquela vez da aposta.
— Tá bom, então prestem atenção.
Nisso, o líder de turma, que descobrira a novidade sabe-se lá de onde, chegou perguntando a Tainá se ela também podia levar parte do investimento dele.

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