Capítulo 123
Rúbia
Eu mal reconhecia minhas próprias mãos quando Derrick me segurou pela cintura — firmes, obedientes, entregues — e me puxou para perto como se o quarto inteiro fosse feito para nos conter. O olhar de Derrick era faminto, e antes que eu tivesse tempo de pensar, ele puxou a barra da minha blusa de uma vez.
O olhar dele era faminto. Antes que eu entendesse o que meu corpo já sabia, a barra da minha blusa subiu num movimento rápido, um tecido a menos entre nós. O sutiã caiu logo depois, arremessado com impaciência para qualquer lugar. O ar frio tocou minha pele, mas foi o calor dos olhos dele que me incendiou.
Meu corpo estremeceu, não só pelo frio repentino, mas pelo jeito que ele me devorava com os olhos.
— Derrick… — comecei, e a minha voz saiu pequena, sem força para competir com a presença dele.
— É...
As palavras se perderam quando senti seus dedos abrirem o botão da minha calça. Ele puxou de uma vez, jogando o jeans junto com a calcinha no tapete.
Fiquei nua, completamente exposta diante dele.
Ele não parou para admirar com calma — não era do tipo que fazia tudo devagar. Derrick se despiu com a mesma pressa, arrancando a camisa e jogando sobre a poltrona, depois abrindo o cinto com um estalo seco que ecoou pelo quarto. Quando finalmente a calça caiu, o ar ficou mais pesado.
Num movimento rápido, ele me empurrou contra a cama. O colchão afundou com meu peso, e antes que eu conseguisse me recompor, ele já estava sobre mim, cobrindo cada espaço do meu corpo com a presença dele.
— Agora você é minha. — A voz grave roçou no meu ouvido, enquanto sua mão descia pelo meu peito, apertando com força, como se quisesse marcar território. — Toda minha.
Arfei. Não havia como responder com palavras. Respondi com a respiração, com a maneira como minhas mãos procuraram os ombros dele, com o arco involuntário do meu corpo pedindo mais.
Os lábios dele desceram pelo meu pescoço, pelo colo, até abocanharem meu seio com uma demência que me fez arquear as costas. A língua dele desenhava círculos lentos, enquanto a outra mão deslizava pela minha barriga, firme, exigente.
— Derrick… — gemi, apertando os ombros dele.
Ele ergueu o rosto só para me encarar, os olhos pegando fogo.
— Não tenta me conter, Rúbia. Hoje eu vou tocar cada parte sua, e você vai sentir.
O caminho da boca dele desceu mais, e eu senti o mundo encolher até caber na extensão da minha pele. Era como se ele avaliasse tudo: as pequenas reações, o arrepio que me tomava quando seus lábios insistiam, a minha falta de ar quando a mão dele marcava presença onde eu era mais vulnerável. O tempo, ali, perdeu ritmo. Só o que existia era o compasso que ele impunha e o meu corpo respondendo sem reservas. Eu me contorcia, mas não de dor — de um prazer que me incendiava.
Quando ele voltou a me beijar, senti o gosto da minha própria respiração acelerada misturado com o dele.
— Eu quero você agora — sussurrou contra minha boca, enquanto me abria com a palma da mão, sem cerimônia. — E não vou parar até você entender que não existe mais vida sem mim.
Meu corpo respondeu antes da minha mente. Mas daí me lembrei do preservativo:
— Derrick… você não vai usar nada? — perguntei, a voz entrecortada.
Ele parou apenas por um segundo, os olhos cravados nos meus, cheios daquela certeza que só ele tinha.
De repente, ele mudou a dinâmica num gesto só: minhas costas deixaram o colchão e a mão dele me guiou.
— Fica de quatro. — A voz rouca soou como uma ordem.
Obedeci, apoiando os braços no colchão, o coração acelerado, a pele já febril. O ar fresco da janela trouxe um arrepio que sumiu assim que senti o corpo dele me colar de novo. As mãos dele ajustaram minha cintura, firmes, e então veio o impulso que me arrancou o fôlego. Meu gemido se perdeu nos lençóis, abafado, e eu entendi que havia ali um jeito de sentir inteira que eu nunca tinha experimentado. Ele também percebeu.
— Assim… — ele murmurava, cada palavra acompanhada de um impacto que me fazia perder o fôlego. — Desse jeito eu sinto você inteira.
A cama respondeu com mais um som, e cada vez que ele me puxava de volta, alguma coisa em mim desenhava a certeza de que eu não queria estar em nenhum outro lugar. Era intensa a maneira como ele me guiava, difícil sustentar as pernas quando o prazer subia em ondas.
Quando senti que minhas pernas já tremiam, Derrick me deitou de lado. Puxou minha coxa para cima, abrindo espaço para si, e voltou a se mover com a mesma intensidade. A boca dele procurou a minha por cima do ombro, e eu virei a cabeça para encontrar o beijo. Era úmido, urgente, e o ritmo que ele impunha me levou para mais perto de um lugar que eu tinha medo de nomear e, ao mesmo tempo, queria desesperadamente alcançar.
— Olha pra mim, Rúbia. — Ordenou, segurando meu rosto com uma das mãos, como se não me permitisse escapar nem com os olhos.
Obedeci. Vi nele um homem duro, perigoso, mas que, naquele instante, parecia encontrar em mim um refúgio selvagem.
Não satisfeito, ele me puxou outra vez, agora me sentando sobre ele. A mudança de posição me fez soltar um gemido alto, surpresa com a profundidade nova que senti. Derrick segurou minhas mãos, guiando meu movimento.
— Assim — o tom dele ficou baixo, quase um elogio. — Quero ver você no controle… sem esquecer que é minha.
Meu corpo tremia, mas segui o ritmo que ele pedia, sentindo o prazer se acumular a cada balanço. As mãos dele subiam pelas minhas costas, descendo outra vez até minha cintura, apertando como se pudesse me fundir a ele.

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