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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 148

Capítulo 148

Derrick

A manhã passou tranquila — ou pelo menos parecia.

Saí cedo, depois de deixar um beijo na testa da Rúbia e outro na bochecha da Mia. Ela ainda gargalhava quando fechei a porta. Tinha ficado combinado que eu resolveria umas pendências pro Luca — coisa rápida — e voltaria antes do almoço.

A estrada estava limpa, o sol batia forte, e a cabeça funcionava no modo automático. Eu sempre fui assim: focado, objetivo, prático.

Mas desde que me casei, o trabalho deixou de ser um refúgio. É só trabalho. Sempre prefiro voltar pra casa.

A cada ligação, a cada execução, eu só pensava em voltar. Em ver as duas.

Terminei o que tinha que fazer no escritório de Luca e dispensei os homens antes do meio-dia. A sensação de querer voltar logo era estranha… quase urgente.

Quando estacionei o carro na garagem, ouvi a risada da Mia antes mesmo de abrir a porta.

Entrei devagar, sorrindo sozinho. A cena que encontrei me desmontou:

Rúbia estava deitada no tapete da sala, a filha rindo alto enquanto ela fazia caretas e barulhos engraçados.

— Que bagunça boa é essa, hein? — perguntei, encostando na porta.

Mia me viu e arregalou os olhos. No mesmo instante, esticou os bracinhos, rindo, pedindo colo.

Peguei-a de imediato, girando uma vez no ar, só pra ouvir aquele riso delicioso.

— Papai chegou, minha pequena. — falei, e ela se agarrou no meu pescoço.

Rúbia se levantou, ajeitando o cabelo.

— Chegou mais cedo. — disse com um sorriso. — Fiz um assado, daquele que você gosta. Tá quase pronto.

— Você não precisava se preocupar com isso, amor. — beijei o topo da cabeça dela. — Tem a cozinheira.

— Eu quis fazer. — respondeu, voltando pra cozinha.

Mas assim que ela se afastou, Mia começou a chorar. Primeiro baixo, depois num choro desesperado, gritando e esticando as mãos pra mãe.

— Ei, ei, calma. — tentei acalmá-la, mas ela se debatia no meu colo, o rostinho todo molhado de lágrimas.

Rúbia se virou, assustada.

— O que foi, meu amor? — pegou a menina, e no mesmo instante, o choro cessou. Mia se aninhou nela, soluçando baixinho.

— Ultimamente ela anda muito manhosa — Rúbia comentou, balançando a pequena. — Não quer desgrudar de mim.

Fiquei observando. Tinha algo diferente no jeito da Mia… e no dela também.

— Eu seguro ela um pouco — ofereci. — Vai ver o assado antes que queime.

Rúbia assentiu e, com relutância, me passou a menina. Assim que a mãe saiu de perto, Mia começou a reclamar de novo.

Suspirei, andando pela sala.

— Tá difícil, hein, mocinha? — murmurei, tentando distraí-la. — Vamos buscar um brinquedo. Que tal?

Subi com ela no colo até o quarto. Procurei o chocalho preferido dela, mas o que me chamou atenção foram as roupinhas.

Todas estavam dobradas sobre a cama, em pilhas perfeitas, separadas por tamanho.

— O que será isso agora... — falei sozinho, pegando o chocalho e descendo.

Ela se acalmou. Segurou firme o brinquedo barulhento e já levou a boca.

Quando vi a Rúbia, perguntei:

— Por que você espalhou as roupas da Mia?

— Tô organizando. — respondeu, sorrindo de leve. — Tem muitas que não servem mais. Quero doar algumas.

Sorri, sem conter o orgulho.

— Você é incrível. Nem precisava se preocupar com tudo isso.

— Mas eu gosto. — disse, simples, voltando ao forno. — Fica tranquilo.

A cozinheira, que terminava de arrumar a mesa, riu.

— Essa patroa é boazinha demais. Ajuda em tudo.

— Pois é — respondi. — Ainda bem que ela não sabe ficar parada.

Todos rimos, e por um momento, parecia uma casa perfeita.

Quando o almoço ficou pronto, sentamos à mesa. Rúbia começou a dar comidinha à Mia, que comia sorrindo, toda suja de purê e riso.

Eu comi bem — o assado estava impecável, do jeito que eu gostava.

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