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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 147

Capítulo 147

Derrick

Dois meses de casados.

A casa parecia, enfim, respirar no mesmo ritmo que a gente.

Acordei com o som familiar — aquele resmungo baixinho, quase um ronronar — vindo do berço ao lado da cama. Abri os olhos devagar. Luz suave passava pelas cortinas, e o som da manhã ainda se ajustava lá fora. Virei o rosto e vi a pequena se mexendo, tentando se livrar da mantinha.

Sorri, meio sonolento.

— Nove meses já, minha filha. — murmurei, pegando-a no colo. — Logo você faz um aninho. Como veio parar aqui? Sua mãe te trouxe de manhã cedinho? — ela sorriu mostrando a gengiva.

Mia esfregou o rostinho contra o meu pescoço e soltou um resmungo doce, como se concordasse. O cheirinho de bebê misturado ao sabonete dela era viciante. Eu sempre achei que nada no mundo pudesse me desarmar... Mas ela? Com certeza desarma.

Desci as escadas com ela nos braços. O cheiro de café fresco e pão assando invadiu o ar antes mesmo de chegar à cozinha.

Rúbia já estava lá, com o avental florido que vivia amarrando meio torto na cintura. A luz da manhã batia no cabelo dela, e por um instante eu só fiquei parado, olhando. Era difícil acreditar que aquela cena simples — mulher, bebê, casa cheirando a café — era minha vida agora.

— Acordou inspirada hoje — falei, com um sorriso preguiçoso.

Ela se virou, o rosto iluminado.

— Sim. Ultimamente tenho cozinhado mais, já que temos quem ajude na limpeza e na cozinha. Mas eu gosto. — Deu um risinho. — Estou morrendo de fome.

Mia esticou os bracinhos para ela, e Rúbia a pegou no colo, enchendo o rosto da menina de beijos.

— Minha gulosa número dois. — brincou, sentando-se na ponta da mesa.

Enquanto isso, ajeitei a cadeirinha da pequena, prendendo as fitas e ajustando o assento. Mia balançava as perninhas, curiosa com tudo ao redor.

A mesa estava linda — frutas, torradas, ovos com bacon, queijo assado e o café fumegando na cafeteira.

Mas quando o cheiro do queijo subiu, notei algo estranho com a Rúbia.

— Hum... esse queijo... tá com um cheiro meio diferente.

Rúbia ergueu uma sobrancelha.

— Estranho. Deve estar estragado.

— Estragado, nada. Parece ótimo. — Peguei um pedaço e provei. — Tá perfeito.

Ela riu, sem convicção, e começou a preparar um prato pra mim.

Comi devagar, observando ela enquanto se servia. Era engraçado: mesmo nas manhãs simples, Rúbia sempre parecia um pouco apressada, como se não quisesse que o dia passasse sem fazer algo útil.

— Quer um pouco? — ofereci, estendendo um garfo com um pedaço de bacon.

— Só uma mordida... — ela aceitou, sorrindo. — Mas acho que vou ficar nas torradas. Meu estômago mudou.

Comemos em silêncio por alguns minutos, apenas o som da Mia brincando com a colherzinha ecoando pela cozinha enquanto a gente dava café a ela.

Então notei algo estranho no rosto dela — uma expressão leve de incômodo. Rúbia largou o garfo, levou a mão ao estômago e fez uma careta.

— Tá tudo bem? — perguntei, franzindo o cenho.

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