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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 186

Capítulo 186

Riley Black

O espelho já estava embaçado quando ele me encostou ali, como se o vidro pudesse segurar o que nos faltava de juízo.

A água começou a cair e o barulho do chuveiro virou cortina para o resto da casa. O vapor subiu devagar, e eu senti o peso da noite escorrer junto com as gotas.

— Vem cá, docinho. — a voz dele, baixa, malcriada, roçando na minha pele antes da própria boca.

Desabotoei a camisa do Luca, um, dois, três… o tecido cedeu como se estivesse esperando a ordem dele. Ele me olhava sem pressa, com aquele controle que sempre me dá um pouco de raiva e muita vontade. A gravata, ficou no encosto; a fivela do cinto, por último, soou como um estalo de liberdade.

— Mais rápido. — ele pediu, firme, e a mão passou na minha cintura. — Hoje eu mando, Riley.

Sorri de canto.

— Quando é que você não manda, Luca?

Ele riu, aquele riso escuro que eu sinto antes de ouvir. Deslizou os dedos pela barra do meu pijama, puxou devagar, e o tecido caiu feito segredo na ponta do pé. O toque dele acendendo pontos de calor pelo caminho. O azulejo estava frio nas minhas costas; ele, quente por toda parte.

— Caralho, docinho… — o elogio dele veio rouco, de quem achou o que sempre foi dele. — Olha pra mim.

Olhei. Sempre olho.

É a regra silenciosa do nosso jogo: ele comanda, eu escolho me perder sob essa voz. O “Don” some; sobra o homem que me chama de docinho e sabe exatamente onde me desfaz.

Entramos no box juntos, o chuveiro engolindo os ruídos do resto do mundo. A água bateu nos ombros dele e desceu por nós dois. O perfume de sabonete, o cheiro limpo de noite recém-começada e um sopro de perigo que ele traz pra cama mesmo quando tenta deixar do lado de fora.

As mãos dele me percorreram num mapa que ele sabe de cor. Subiram pelas minhas costas, contornaram a curva dos meus quadris, voltaram pelos lados, firmes, e então ele me pegou inteira — um gesto de posse e promessa.

— Estão diferentes seus seios. — sussurrou, como se contasse um segredo para minha pele. A boca dele roçou de leve, depois mais, e meus dedos apertaram os ombros dele por reflexo. — Maiores. Lindos. Todos meus.

— É de ter amamentado. Agora que parei pode diminuir mais. — Disse, mas ele parecia ocupado.

A água mudou de direção quando ele me encostou na parede e inclinou o rosto. O primeiro beijo foi de desejo; o segundo, acordo. Havia aquela pressa que só aparece quando ele fica tempo demais longe das mãos em que confia. E eu, que conheço a paciência dele nos negócios, sempre me espanto com a pressa dele comigo — como se o mundo pudesse acabar a cada intervalo de ar.

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