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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 21

Capítulo 21

Luca Black

Entro no quarto e fecho a porta com um estrondo. Tranco. O clique seco da fechadura ecoa pelo cômodo silencioso. Riley está de costas, tirando os brincos, sem notar minha presença de imediato. Mas ela se vira ao menor ruído, instintiva, como se sentisse o peso da minha raiva no ar.

— Luca, eu não sabia que esse vestido era da Tamy. — diz rápido, como quem tenta desarmar uma bomba. — Estava no closet, eu só senti vontade de usar, então...

— Pra você é a porra de “chefe”! — minha voz explode. Caminho até ela com passos firmes. Estou perto o suficiente pra sentir o cheiro do perfume dela. Um perfume que me enlouqueceu mais cedo, mas agora só atiça o fogo errado.

— O que aconteceu? — ela pergunta, seu rosto está confuso. — O que aquela vadia falou pra você em três minutos depois que saí?

Segurei seus braços, firme. Não com violência, mas com força o bastante pra ela saber que não vai sair dessa sem me ouvir.

— Vadia? E você é o quê? Sabe de uma coisa, Riley? Eu odeio. Eu realmente odeio pessoas falsas. Mentirosas. — cuspo as palavras com raiva. — Preferia mil vezes que tivesse me dito a verdade. Me dito na cara: ‘sou prostituta, dou por dinheiro!’.

— Melhor isso do que mentir pra mim. Dizer que era virgem. Que não sabia trepar. Que não sabia fazer um boquete.

Ela empalidece, mas não recua. Me encara. Que porra tem essa mulher que mesmo quando me tira do eixo, ainda consegue ficar ali, me olhando sem medo?

— Eu nunca menti pra você, — diz ela, a voz baixa, controlada. Mas tem algo ali... dor. Frustração. — O que foi que ela te falou?

— Que você transava com o Jackson.

O ar some do quarto por um segundo. Os olhos dela se arregalam, e por um instante eu vejo o brilho da mágoa nítido ali. Ela respira fundo.

— Olha, eu não sei o motivo de tanta rixa entre vocês, mas só um homem esteve dentro de mim. E foi naquela noite. Ou não era você?

— Claro que era eu. O que está tentando fazer?

— Se me considera uma puta porque me vendi, tudo bem. Aceito isso. Mas não significa que fui puta de outro, muito menos de Jackson. E se me quisesse só como puta, nunca teria casado comigo. Então pare de dizer essas merdas, que está me irritando.

Dou um passo pra trás. Ela continua, agora com a voz firme, como se tivesse esperado essa conversa desde o início.

— Você quer saber se é verdade? Chama seus médicos. Os mesmos que manda arrancar balas e esconder corpos. Manda um deles me examinar.

— Ou isso é demais pro seu ego possessivo? Vai aguentar me ver abrir as pernas pra outro? Porque é isso que vai acontecer se quiser me provar que sou mentirosa.

Meu sangue ferve.

— Você é minha! — rosno.

— Então resolve essa merda, Luca. — ela rebate. — Confia em mim ou acaba logo com isso. Mas não fica me jogando no mesmo buraco que todas as mulheres da sua vida só porque acha mais fácil do que lidar com o fato de que talvez, eu tenha sido honesta desde o começo.

Porra. Eu odeio silêncio quando é ela quem cala.

Riley me desafia. Não com gritos, mas com aquela calma ferida. E o pior... é que parte de mim acredita. Parte de mim quer acreditar.

Me aproximo de novo. Encosto minha testa na dela. Fecho os olhos.

— Você é minha... e se alguém encostar em você, eu mato. — murmuro, mais pra mim do que pra ela.

Ela suspira.

— Então confia. Ou me larga.

Fico ali, segurando o rosto dela entre minhas mãos, dividido entre o impulso de beijá-la e a porra da dúvida que Tamy plantou feito veneno. Mas se eu for o homem que manda examinar a mulher só pra provar um ponto… então talvez eu seja cassoado pelos membros da máfia.

A boca dela tremia. Talvez de raiva. Talvez de medo.

Aquela mistura sempre me atiçou mais do que deveria.

— Vai correr? — perguntei, prendendo-a contra a parede do quarto, os olhos cravados nos dela. — Ou vai fingir que é santa mais uma vez?

Ela ergueu o queixo, mas não respondeu.

A boca ainda estava entreaberta quando me inclinei e a beijei.

Me deixa te ter 1

Me deixa te ter 2

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