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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 33

Capítulo 33

Riley Black

Chegamos à casa e, antes mesmo de Luca desligar o carro, Amélia já estava abrindo a porta traseira.

— Onde é o quarto da moça? — ela perguntou, olhando diretamente para mim.

— No corredor dos hóspedes… — respondi, ainda tentando entender por que parecia que a casa agora tinha outro comando.

Assim que Emma subiu, acompanhada por uma das funcionárias, Amélia virou-se para mim como quem assume naturalmente a posição de general.

— Riley, organize o jantar. Quero lagosta, pratos sofisticados e excelentes sobremesas. Também quero a sala decorada para receber a Emma direito, deve saber o que ela gosta de comer, então também inclua no cardápio para garantir. Vou arrumar outra roupa para ela e ajudá-la no banho.

Pisquei algumas vezes, achando que tinha ouvido errado.

— Eu posso cuidar dela… — argumentei, tentando manter a calma. — O mordomo pode organizar o jantar, como sempre.

— Não — cortou ela, com um sorriso que não chegava aos olhos. — Quero que você faça. É a sua irmã, afinal que precisa se sentir bem recebida. Eu me ofereci pra ajudar, você não pode me dispensar dessa maneira.

Tentei buscar reforço no único aliado possível naquela casa. Me virei para Luca, que estava fechando a porta da sala.

— Luca…?

Ele nem hesitou:

— Faça o que a mamãe pedir, Riley. Tenho coisas a resolver. Volto mais tarde.

E saiu. Simples assim.

Fiquei plantada no meio do corredor, sentindo o peso da responsabilidade cair como uma pedra nas minhas costas.

— Então? — Amélia ergueu as sobrancelhas. — O jantar não vai se fazer sozinho, Riley.

Engoli em seco e respirei fundo.

— Lagosta? — ele disse, com um tom neutro, mas que trazia aquela pontada de provocação.

— Como o jantar é para a Emma, não precisava de lagosta — respondi com calma, apoiando o cotovelo na mesa e mantendo meu olhar fixo no dela. — Provoquei e não me arrependo.

Emma, que até então estava sorridente, colocou o guardanapo sobre o colo e falou alto o suficiente para todos ouvirem:

— Na verdade, eu adoro o que você fez, Riley. Não gosto de lagosta. Nunca gostei. — Ela riu levemente, encostando-se de lado na cadeira, como se a tensão tivesse diminuído de repente.

O sorriso de Amélia vacilou por um segundo. Ela ajeitou a pulseira no pulso e tentou recuperar o terreno.

— Foi exatamente isso que pedi... algo que ela realmente gostasse. Por isso que ficou como gosta, querida.

Antes que a mentira se solidificasse, o mordomo, que estava servindo vinho, endireitou as costas e, com uma reverência discreta, interveio:

— Com todo respeito, senhora... a escolha do cardápio foi inteiramente da minha senhora Riley. Cada prato foi supervisionado por ela pessoalmente. Posso garantir que a refeição ficou perfeita graças aos seus cuidados.

Um silêncio desconfortável pairou por um instante. Luca levou a taça aos lábios, escondendo um sorriso curto atrás do cristal. Emma ergueu a sobrancelha para mim, cúmplice. E Amélia… bem, ela apenas se ajeitou na cadeira, mexendo desnecessariamente no guardanapo, como se ele fosse o verdadeiro problema da noite.

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