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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 32

Capítulo 32

Riley Black

Luca saiu do escritório como uma bala, e eu atrás. Nem respirei direito. Só queria correr, voar, chegar até ela antes que fosse tarde. Mas no meio do caminho, a voz da minha sogra atravessou nossa conversa:

— Luca! Meu filho!— a senhora Amélia apareceu no corredor, abrindo os braços como se pudesse barrar um trem. — Não faça isso! Não machuque seu irmão de novo!

Ele não parou, não olhou pra ela. Mas eu sim.

— Por favor — ela disse, segurando meu braço. — Deixe-me falar com ele, eu mesma resolvo. Jackson é… complicado, mas não faria mal a ninguém que não merecesse.

Se a senhora soubesse… Eu agradeci mentalmente que Luca não estava ouvindo essa parte.

— Senhora Black, ele levou a minha irmã! Ela está correndo perigo — minha voz já estava embargada.

— Eu sei, vi na filmagem. E vou trazer ela de volta. — Ela tentou passar à frente, mas no impulso me empurrou para o lado e correu para o carro do filho. — Eu não sabia que ele faria uma coisa dessas. Coitada da moça.

Em segundos, ela já estava no banco do passageiro, e eu não tive escolha. Entrei atrás.

Luca ligou o carro com um tranco. Seu rosto… não era de um homem com raiva. Era de um predador à beira de atacar.

— Luca, escuta sua mãe — ela começou, com aquela calma forçada que só piorava a tensão. — O Jackson deve ter alguma explicação. Ele não seria capaz de machucar a jovem.

Ele riu, mas foi um som curto e amargo.

— Explicação? Ele coagiu essa moça, mãe! — gritou, batendo a mão no volante. — Mentiu, manteve presa por meses, a senhora nem sabe, não faz ideia… e agora levou a irmã dela! Está com raiva, porque Emma era a isca para manter Riley ao seu controle. Seu filhinho querido é um homem. Um homem ruim, um otario que a senhora precisa deixar crescer como eu cresci.

— Misericórdia! — ela levou a mão à boca. — O que está acontecendo com o seu irmão? Seu pai ficaria enlouquecido com isso… Eu vou resolver. Não corre tanto, é perigoso! Eu vou pegar Jackson de jeito. Vou fazê-lo enxergar as coisas. Eu prometo.

Mas ele acelerou ainda mais.

— Não me manda diminuir, mãe. Eu preciso encontrar ele pilantra.

Ela pegou o celular e começou a discar. Jackson não atendeu. Tentou de novo, nada. Então digitou alguma coisa freneticamente.

O carro cortava o asfalto como se não houvesse amanhã. O vento batia no meu rosto, mas o frio vinha de dentro. Eu me agarrava ao cinto de segurança e rezava para que ele não fizesse nenhuma loucura que piorasse a situação. E procurava pelo carro que eu nem reparei no modelo pelas câmeras. Só vi que era preto.

Uma hora. Mais de uma hora rodando, virando ruas, passando por estradas vazias. Nada. Nem sinal do carro dele ou da Emma. Justo agora que eu a encontrei, me tiraram de novo.

Luca parou de repente no meio de uma ponte, largando o peso do corpo no volante.

— Droga! — o som ecoou no metal e na água lá embaixo.

— Luca… — comecei, mas a voz da mãe dele cortou.

— Ele respondeu! — seus olhos brilharam de alívio. — Disse que deixou a moça numa praça. Mandou a localização.

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