Capítulo 35
Luca Black
Não sei o que essa mulher provoca em mim. Nunca soube explicar.
Quando estou irritado, com a cabeça latejando de problemas, deveria me afastar, respirar… mas com a Riley, é diferente. Quanto mais tensão, mais necessidade eu tenho dela.
E hoje foi um desses dias.
Minha mãe me provocando, Jackson rondando como um animal doente, e Riley ali… com aquele jeito dela que não é nada do que eu escolheria num primeiro olhar. Não é exageradamente sensual, não se esforça para seduzir. Mas, por alguma maldita razão, ela me prende.
Entrei no banheiro e vi a água escorrendo pelo corpo dela. Os ombros caídos, como se carregassem o peso da casa inteira. Um peso que, de certo modo, eu coloquei. E isso me fez querer.
Cheguei perto do box, abrindo o cinto devagar. Depois terminei de tirar a camisa e o restante da roupa.
— Me toque, Riley.
Ela piscou, surpresa.
— Luca…
— Eu não vou te machucar — falei firme, sem desviar os olhos. — Me toque.
Ela hesitou, mas a mão subiu, tocando meu abdômen. Primeiro, leve. Como se testasse se eu estava falando sério.
— Mais forte — pedi.
Os dedos dela deslizaram pelo meu peito, parando um instante sobre a cicatriz que tenho. Vi o jeito como me olhava… entre curiosidade e algo que ela tentava esconder.
Segurei sua mão, guiando-a mais para baixo, até meu pênis.
— Aqui — murmurei, sentindo minha respiração mudar.
Ela mordeu o lábio e obedeceu, os dedos fechando-se levemente, explorando com cuidado.
— Continua — ordenei. — Mais devagar agora.
Enquanto ela seguia minhas ordens, passei a mão pela curva da sua cintura, sentindo a pele quente pelo contraste da água. Inclinei a cabeça e capturei um dos seios dela na boca.
— Oh...
— Caralho...
O suspiro que ouvi quase me fez sorrir contra a pele molhada.
— Você fica ofegante rápido, americana… — sussurrei, antes de lamber devagar, circulando a ponta com a língua.
O corpo dela arqueou levemente, e a mão que me tocava apertou um pouco mais. Eu sabia que estava no comando, mas naquele momento, percebi que o efeito que ela tinha sobre mim não era apenas físico. Era algo que nenhuma outra mulher havia conseguido fazer: me distrair do mundo inteiro.
Porra! Isso não deveria acontecer comigo.
E isso… me deixava ainda mais faminto.
A cada respiração dela, sentia o ar quente se misturar com o vapor do chuveiro e com o meu próprio. Riley tinha começado tímida, mas agora… cada toque dela carregava mais intenção.
Soltei o seio lentamente, deixando a língua deslizar até o vale entre eles, e subi o rosto até ficar a poucos centímetros do dela.
— Continua me tocando… não para.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Roubada no altar pelo chefe da Máfia