O silêncio se prolongou por tempo demais. Tempo suficiente para que algo antigo, familiar e irresistível surgisse entre eles.
Tempo suficiente para que a memória do que eram ameaçasse sufocar tudo o que havia acontecido depois.
Então Liam piscou. Como quem despertava. Como quem lembrava exatamente por que não podia permitir aquilo.
A armadura voltou imediatamente. Fria. Impenetrável. Controlada. Ele encaixou o cinto com um movimento firme e recuou para o próprio banco.
— Ficar nervosa não vai ajudar Meredith. — disse, voltando os olhos para a frente. — Só vai deixá-la nervosa também.
Olívia sentiu a dor substituir o que havia existido um segundo antes.
— Não precisa me dizer como devo agir. — respondeu, cruzando os braços sobre o colo. — Sou mãe dela. Sei exatamente do que minha filha precisa.
O maxilar dele endureceu.
— Claro. — A dor contida tornou a voz dele ainda mais fria. — Sabe tão bem que me privou seis meses do convívio com ela.
Olívia imediatamente levou a mão à maçaneta.
— Destrava a porta.
— Nem pensar. — respondeu, a mandíbula travada, enquanto acionava a trava de segurança das portas.
— Eu vou sozinha.
Ela começou a empurrar a porta. Liam segurou o braço dela.
— Não dificulta as coisas agora. — A voz saiu firme. — Você não está em condições de dirigir.
— Me solta. — Ela tentou puxar o braço de volta, mas os dedos tremiam demais.
— Não. — Os olhos verdes encontraram os dela. Duros. — Olha o seu estado. — A voz saiu mais baixa. Mais firme. — Se dirigir dessa forma, vai acabar provocando um acidente.
As lágrimas queimaram os olhos dela.
— Nada vai acontecer comigo. — rebateu, puxando o braço de volta. — Eu vou criar a minha filha. Entendeu?
A voz falhou.
— Eu sou a mãe dela. — Mais lágrimas surgiram. — Eu vou vê-la completar maior idade. — O peito subia e descia rápido demais. — Eu vou vê-la crescer.
Liam permaneceu em silêncio. Então simplesmente ligou o carro. O motor ganhou vida. E alguns segundos depois eles saíram da garagem.
Lá fora, os fotógrafos já estavam posicionados. As câmeras dispararam imediatamente. Flashes. Filmagens. Gritos. Perguntas.
Tudo aconteceu ao mesmo tempo. Mas, pela primeira vez, nenhum dos dois prestou atenção. Porque naquele momento só existia uma coisa que importava.
Meredith.
O trânsito avançava lentamente pelas ruas de Manhattan enquanto Liam mantinha uma das mãos no volante e a outra apoiada perto da alavanca de câmbio.
Ao lado dele, Olívia apertava o celular com tanta força que os nós dos dedos haviam ficado brancos.
Os olhos permaneciam fixos na tela. Como se esperasse uma ligação a qualquer segundo. Como se pudesse chegar mais rápido até Meredith apenas olhando para o relógio.
Liam observou o retrovisor. Uma vez. Depois outra. E mais uma. O SUV preto continuava lá. Não era a primeira vez que aparecia desde que Olívia voltou. Nem a segunda.
Os dedos dele apertaram levemente o volante. Então fez uma curva que não fazia parte do caminho para o hospital. O veículo acompanhou. Olívia percebeu imediatamente.
— Por que você virou aqui? — perguntou, franzindo a testa. — Esse não é o caminho.
— Eu sei. — respondeu sem tirar os olhos da estrada.
Ela observou o perfil dele por alguns segundos. O maxilar estava travado. O olhar atento demais.
— Liam... — chamou mais baixo. — O que está acontecendo?
— Nada.
— Não mente para mim.
Liam observou o retrovisor mais uma vez. Depois outra. E mais outra. O SUV preto continuava lá. A mesma distância. A mesma rota. Os mesmos movimentos.
Os dedos dele apertaram levemente o volante. Então fez uma conversão que não fazia parte do caminho para o hospital. O SUV acompanhou. Olívia percebeu imediatamente.
— Por que você virou aqui? — perguntou, franzindo a testa. — Esse não é o caminho.
— Eu sei. — respondeu sem tirar os olhos da estrada.
Ela observou o perfil dele por alguns segundos. O maxilar estava rígido. Os olhos atentos demais.
— Liam... — chamou mais baixo. — O que está acontecendo?
Ele não respondeu de imediato. Apenas fez outra conversão. Mais uma vez o SUV o acompanhou. Agora não havia dúvida.
Sem alterar a expressão, pressionou discretamente o botão de comunicação no volante.
— Harris.
A resposta veio quase imediatamente pelo sistema de áudio do veículo.
— Estou ouvindo, senhor.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Acabou o livro? Mais de uma semana sem capítulos novos . . . ....
pelo que entendi estao postando de 20 dias a mais, quando vamos ler os novos capítulos nem se lembra mais o que estava nos capítulos anteriores, é preciso voltar p se atualizar. por favor poderiam postar tudo logo, já está ficando chato....
Até que enfim depois de 3 semanas divulgaram novos capítulos...
Mais capítulos já tem 3 semanas que li o cap 551. O romance é bom, mas ficar aguardando liberar capítulos é muito ruim....
Ivanete de fatima cerqueira de miranda...
Capitulo 552 ansiosa pra ler......
Fica difícil acompanhar a história pq demora muito para desbloquear os capítulos, está parado no 534 a muitos dias....
Era bom que fossem divulgado 3 capítulo por dia como era antes, pq fica muito chato esperar 2 ou 3 semanas pra ler...
Espero que não demore muito pra divulgar o capítulo 552 pq passou 3 semanas pra postar os capítulos 530 a 551. Mal posso esperar...
pelo amor de deus não nos abandone mais, "ansiosicima" para os demais capítulos...