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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 548

A enfermeira desviou os olhos, emocionada.

— Meu amor... — Olívia beijou a testa da filha mais uma vez. — Eu queria tanto ter leite para te acalmar. Queria tanto colocar você no peito e fazer tudo melhorar.

A garganta fechou.

— Eu não consegui isso. Me perdoa.

Meredith apertou a mãozinha na roupa dela.

— Mas você sempre vai ter meu colo. — Olívia balançou levemente o corpo enquanto a ninava. — Sempre. Não importa a sua idade. Não importa o seu tamanho. Não importa o seu peso.

Outra lágrima caiu.

— Eu sempre vou te dar colo. — Ela fechou os olhos. — Eu juro que sou eu quem vai te criar. Que vou ver cada degrauzinho que você subir.

A voz falhou novamente.

— E o seu pai também. — O silêncio caiu por um segundo. — Porque ele ama você mais do que tudo.

Atrás dela, Liam fechou os olhos. Aquela última frase o atingiu em cheio. Ele se aproximou devagar.

Então envolveu Olívia pela cintura.

— Se acalma. — A voz saiu baixa junto ao ouvido dela. — Você vai passar mal.

Olívia congelou. Porque desde a briga que ele não a tocava daquele jeito.

— Ela precisa de você bem. — Liam apoiou a testa brevemente nos cabelos dela.

O perfume. O cheiro. O toque. Tudo o atingiu de uma vez. Por um segundo, ele precisou fechar os olhos. A enfermeira observava a cena em silêncio. Emocionada.

Olívia virou levemente o rosto. Os olhos encontraram os dele. As lágrimas continuavam descendo. Nenhum dos dois disse uma palavra. Mas algo passou entre eles.

“Como eu sinto falta do seu abraço…”

O pensamento atravessou Olívia.

“Me sinto tão protegida nele… Queria que voltasse a ser meu.”

Liam sustentou o olhar dela.

“Eu odeio ver esses olhos tão tristes.”

A mandíbula dele endureceu.

“Eu não consigo sentir raiva de você agora. E me odeio por isso. Porque por um segundo parece que estou vendo a minha Olívia. A mulher por quem eu ainda seria capaz de colocar fogo no mundo inteiro.”

— Papá.

A voz de Meredith rompeu o silêncio. Os dois piscaram imediatamente. Como se despertassem. Liam estendeu os braços.

— Vem cá, Princesinha.

Meredith foi para o colo dele sem hesitar. Liam sentou-se na poltrona e a acomodou contra o próprio peito.

— Papai está aqui, meu amor. — A mão dele acariciou as costas da filha. — Você vai ficar boa rapidinho. Eu prometo.

Meredith imediatamente se aninhou nele.

— Está vendo? — Liam beijou os cabelos dela. — Você já parece mais forte.

Olívia enxugou rapidamente as lágrimas.

— O que os médicos disseram? — perguntou, aproximando-se da poltrona sem conseguir desviar os olhos da filha.

— Ela fez exames de sangue e urina. — A enfermeira respondeu gentilmente. — Ainda aguardávamos a avaliação final do pediatra, mas acredito que seja dentição.

— Deve ser isso. — Olívia assentiu imediatamente. — A gengivinha está bastante inchada no canino inferior.

Liam observou Meredith por alguns segundos. A ponta dos dedos continuava desenhando movimentos suaves nas costas da filha.

— Como foi quando nasceram os primeiros dentes? — perguntou sem tirar os olhos da menina aninhada em seu peito.

— Ela babava muito. — Olívia respondeu sem desviar os olhos de Meredith. — Ficava extremamente irritada. Chorava por qualquer coisa. — Um pequeno sorriso apareceu. — E passava horas mordendo tudo.

— Teve febre? Diarreia? — A atenção dele permaneceu inteiramente voltada para a filha.

— Não. — Olívia balançou a cabeça. — Mas quando o dente estava para romper a gengiva, ela praticamente só aceitava fórmula e água.

— Não queria frutas? — A mão dele segurou delicadamente a mãozinha de Meredith.

— Nem as papinhas. — O olhar de Olívia se suavizou ao lembrar.

Liam assentiu devagar.

— Exatamente. — confirmou o pediatra. — A dor faz com que elas alterem alimentação, levem mais objetos à boca e fiquem mais sensíveis.

O médico sorriu para Meredith.

— A moleira estava um pouco mais funda do que o esperado.

— Foi por isso que a enfermeira veio com ela. — observou Liam.

— E ela fez certo. — respondeu o médico. — Moleira mais afundada pode indicar desidratação.

Olívia segurou a mão da filha.

— Por isso o soro.

— Exatamente. — O pediatra fechou o prontuário. — Mas Meredith foi trazida rapidamente. — Ele sorriu. — E quero parabenizar os dois. A enfermeira que estava com ela foi muito atenta. Ela identificou a alteração e não hesitou em procurar ajuda. Foi graças a essa rapidez que Meredith chegou aqui antes que o quadro evoluísse.

Olívia e Liam ergueram os olhos ao mesmo tempo.

— Meredith é uma bebê extremamente saudável. — continuou. — Exames excelentes. Crescimento adequado. Desenvolvimento adequado. — O sorriso aumentou. — E a carteira de vacinação dela está impecável.

Olívia finalmente sentiu os ombros relaxarem.

— Obrigada.

— O que vejo aqui é uma criança muito amada e muito bem cuidada. — concluiu o pediatra. — A boa notícia é que assim que esse soro terminar, ela estará liberada para ir para casa com vocês.

Mais tarde, a mansão finalmente estava em silêncio. Meredith já havia dormido. Liam decidiu ficar na mansão. Saiu do banho e se deixou cair na cama do quarto.

Passou um braço sobre os olhos. Não havia nada para resolver. E foi exatamente aí que os flashes vieram.

Olívia no carro. Ele se inclinando para ajudá-la. O encontro de olhar. Depois o hospital. Olívia apertando Meredith contra o peito. As lágrimas. O desespero.

— Eu juro que sou eu quem vai te criar. Que vou ver cada degrauzinho que você subir. E o seu pai também. Porque ele ama você mais do que tudo.

A voz dela voltou à sua memória. Então veio outra lembrança. Ele a abraçando por trás. O cheiro dela. Outro encontro de olhar.

Liam soltou o ar lentamente. Porque, por alguns segundos, a raiva não tinha sido a primeira coisa que sentiu. E aquilo o incomodava. A mandíbula endureceu.

— O que você está fazendo, Liam? — murmurou para o quarto vazio. — Não muda nada.

Mas a própria voz pareceu pouco convincente.

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