ARES BECKETT
— Você me ama, Ares?
Eu a encarei, enquanto pensava na resposta com seriedade. Na minha mente, a resposta imediata era clara: Óbvio que não é isso. Amor era um conceito romântico e frágil no qual eu nunca acreditei e nunca experienciei. Era irracional. Mas se o que dizem é certo, amor não era um sentimento que se construía da noite para o dia.
E, no entanto... eu não podia negar que estava sentindo algo que nunca senti por mulher nenhuma. Talvez uma obsessão doentia? Algumas vezes tenho vontade de destruir o mundo inteiro se isso significasse mantê-la a salvo. Mas como eu poderia diferenciar se eu estava mesmo me apaixonando pela minha esposa ou se era apenas o meu ego ferido porque ela foi a primeira e única mulher a me rejeitar?
Fiquei calado por tempo demais.
— Você não sabe o que sente, não é? — Rubi perguntou.
— Não — admiti, a palavra raspando a minha garganta, tão áspera quanto a verdade.
Rubi soltou a respiração devagar. A postura dela relaxou de repente. Ela balançou a cabeça, um meio sorriso compreensivo e melancólico surgindo nos lábios.
— Você está sendo sincero de verdade. Porque se você quisesse apenas me enganar e me levar para a cama de qualquer jeito, você simplesmente mentiria na minha cara dizendo que me ama loucamente, exatamente como fez para o país inteiro.
O raciocínio dela tinha toda a razão. Eu poderia muito bem ter mentido, inventado um discurso romântico ensaiado, e o resultado provavelmente teria sido mais fácil. Então, por que diabos eu não menti para ela dentro deste quarto?
— E sabe de uma coisa, Ares? — Rubi continuou, dando as costas para mim. Ela caminhou até a beirada da cama nova, sentou-se devagar e passou a mão pelo tecido macio dos lençóis, e sorriu com o toque. — É melhor mesmo que você não me ame.
Franzi a testa, o meu peito apertou de uma forma ridícula e desconhecida.
— Por quê?
Ela ergueu o rosto e me olhou.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!