ARES BECKETT
CINCO ANOS DEPOIS...
O céu estava de um azul perfeito, sem nenhuma única nuvem para bloquear o sol brilhante daquela tarde de domingo. A grama verde do imenso jardim da nossa mansão servia de palco para a cena mais linda que os meus olhos já viram.
Era exatamente como no meu sonho. Aquele mesmo sonho que tive quando estava preso em uma cama de hospital, lutando pela vida enquanto estava em coma.
Sentado sobre uma grande toalha de piquenique, eu tinha os meus braços firmemente enrolados ao redor da mulher da minha vida. Rubi usava um vestido branco, que esvoaçava com a brisa suave. Ela estava recostada confortavelmente no meu peito, e nós dois observávamos a nossa maior obra-prima.
Nossos filhos.
Ônix, nosso garotinho de cabelos escuros e rebeldes iguaizinhos aos meus, corria pelo gramado dando risadas altas enquanto tentava alcançar uma borboleta. Logo atrás dele, com passinhos apressados e uma determinação feroz, vinha Safira. Nossa menininha, com os mesmos olhos castanhos e teimosos da mãe, não aceitava ficar para trás em nenhuma brincadeira. Duas joias preciosas que deram sentido a tudo.
— Cuidado para não caírem, meus amores! — Rubi gritou carinhosamente, observando a correria.
Apoiei o queixo no ombro da minha esposa e deixei um beijo demorado no seu pescoço, aspirando o perfume doce que sempre me deixava louco.
— Eles estão ótimos, rainha — murmurei contra a pele dela. — Têm a energia inesgotável de um Beckett.
RUBI MONTENEGRO
Encostei a minha cabeça no peito de Ares, cruzando as minhas mãos sobre as dele que enlaçavam a minha cintura, e ouvi as batidas calmas e compassadas do coração do meu marido. Fechei os olhos por um segundo, absorvendo toda aquela paz.
Quem diria que chegaríamos até aqui?
— Sabe no que eu estava pensando agora? — perguntei, virando o rosto para olhá-lo.
— Em como o seu marido é o homem mais bonito do mundo? — ele sussurrou no meu ouvido, arrancando uma risada espontânea de mim.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!