ARES BECKETT
Apertei os olhos para a tela do meu computador, mas os gráficos de ações da Beckett Industries pareciam apenas borrões sem sentido. A minha mente ainda estava presa no rosto sonolento e incrivelmente lindo de Rubi naquela manhã. Ou talvez eu precisasse de óculos... minha visão realmente está embaçando, principalmente à distância. Será que minha esposa me acharia atraente de óculos?
Duas batidas na porta da presidência me trouxeram de volta à realidade.
— Entre — ordenei.
Vasquez, entrou e parou em frente à minha mesa.
— Senhor Beckett. Os arquivos com todas as provas contra a família Montenegro já foram entregues ao Ministério Público hoje cedo.
Encostei na minha cadeira, sentindo um sorriso satisfeito rasgar o meu rosto.
— Ótimo. A partir de agora, o circo daquela família não é mais problema nosso. Deixe que a justiça os engula. E quanto à Camila Montenegro?
Vasquez pigarreou, consultando seu bloco de notas.
— Ela está bem quieta. Mas descobrimos que o marido dela estava planejando se candidatar a deputado no ano que vem. Esse escândalo gigantesco com os pais da esposa... bem, não será nada bom para a imagem política dele.
Soltei uma risada seca e sem um pingo de pena.
— Eu não dou a mínima para a carreira daquele idiota. Se ele escolheu casar com uma filha de cobras, que aprenda a lidar com o veneno. Se é só isso, Vasquez, você está dispensado.
Ele assentiu e girou nos calcanhares para sair.
— Espere um minuto — chamei de repente, uma pulga irritante tinha se alojado atrás da minha orelha esta manhã.
Vasquez parou e virou-se.
— Sim, senhor?
Bati a ponta da minha caneta na mesa, estreitando os olhos.
— A minha esposa me disse hoje no café da manhã que vai trazer uma amiga lá em casa.
Vasquez piscou, claramente confuso.
— Certo... E por que o senhor está me informando isso? Quer saber o que elas vão conversar?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!