— Por acaso a gente tem algum problema?
Mariana deu um tapa no ombro dele: — Tá com medo de eu ficar e tentar dividir a nossa herança?
Henrique não conseguiu não rir, sem reação àquilo: — Você? Pegar a minha herança?
— Tá me subestimando?
Mariana cruzou os braços: — Mesmo se eu estiver sozinha, eu vou ter o meu marido. Depois do casamento, ele e eu estaremos juntos na conspiração para tirar as posses da Família Ramos. Seremos apenas irmãos e inimigos.
O sorriso de Henrique continuou firme. Ele pensou um pouco e disse tranquilamente: — Sendo assim, o Ricardo vai se encaixar perfeitamente com você.
Dois cabeças de vento juntos, sem noção nenhuma.
Nenhum deles merecia pena. Não eram ameaça nenhuma para ele.
— Você... — Mariana notou o sarcasmo dele e sentou-se ao lado de Sabrina.
— Sabrina, a minha mãe ainda não te aceita. Você não deveria voltar facilmente para a Família Ramos, se não, a sua posição sempre será contida por ela. Acho que você devia voltar para a Cidade S e esperar meu irmão convencer a minha mãe e ir atrás de você.
Assim que ela disse isso, ela recebeu um tapa na cabeça.
Mariana tampou a cabeça, encarando Henrique, querendo briga e de forma provocadora.
— Não dê ouvidos a essa baboseira dela.
Henrique sabia que a Mariana estava brincando.
Ele também sabia que Sabrina não faria nada daquilo.
Contudo, era desagradável escutar tudo isso.
Sabrina achou graça nos dois irmãos: — Em vez de ficar aí discutindo, deviam pensar numa boa ideia para mim. Comer ou não com vocês?
— Tem medo de quê? — Mariana bateu no próprio peito para mostrar segurança. — A nossa mãe não te mandaria embora. Do contrário, a avó mandaria ela sair de casa.

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