O ciúmes de Noriel para com Henrique não era nada saudável.
Assim, Sabrina achou que era fundamental deixá-lo interagir com outras pessoas para ficar menos apegado a ela.
Assim que as coisas ficaram prontas, Noriel ainda dormia e foi levado no colo de Sabrina diretamente para o carro.
Por alguma razão estranha, ele tirou um longo sono naquele dia.
Eles chegaram à Vila de Ramos e o garoto só foi acordar quando chegou a hora do jantar.
Logo que ele abriu os olhos e viu um monte de pessoas em um ambiente diferente, hesitou por alguns segundos.
Ele precisou de alguns instantes para absorver a nova situação e não estava de todo mal, engatinhou em direção à Velha Senhora Ramos e ficou de pé, agarrado nas pernas dela.
O sorriso enrugado no rosto da velha brotou no instante em que ela o viu.
— Olhem só para a fofura de criança que se lembrou da bisavó, não lembrou?
Ela se inclinou para abraçá-lo, mas ele não quis ficar no colo dela. Ele andou até o sofá se segurando nela e continuou em sua própria exploração.
O Velho Senhor Ramos ficou assustado com a ideia de ele tropeçar e o seguiu aos tropeços com as duas mãos quase amparando as costas dele, pronto para segurá-lo a todo custo.
A refeição já estava servida e Henrique chegou, pegando Noriel no colo.
— Vovó, vovô, eu fico com ele e podemos jantar juntos.
Ele colocou Noriel na cadeira do bebê.
A velha e o velho senhor o seguiram e acomodaram a cadeira do bebê perto da mesa.
O senhor ficou na cabeceira da mesa, com a mulher à direita, do lado de Noriel, enquanto Henrique e Sabrina ficaram à esquerda.
Com mais gente por perto, a proximidade de Henrique não chegou a incomodar Noriel.
O jantar correu às mil maravilhas, e ao ouvirem que ficariam com Noriel por alguns dias, a Velha Senhora Ramos estampou a alegria no rosto.
Com receio de que Noriel começasse a fazer um escândalo, Sabrina e Henrique se aproveitaram de um descuido dele após a janta e saíram do local.
O Maybach se afastou em ritmo constante em direção à estrada aberta.
Dentro do carro fechado, a risada de Henrique ecoou claramente.
— Do que está rindo? — Sabrina se virou para ele.
O pulso de Sabrina ficou preso quando os dedos grossos o agarraram em direção ao teto e contra a parede.
De costas, a posição deixou pouco espaço para a vergonha ou negação.
Henrique enfiou a cabeça no pescoço dela, plantando um beijo úmido e enviando um jorro de bafo abafado para ela.
— Ainda não tomei banho. — Seu corpo se mexeu sob seu toque, mas uma mão ágil e pesada escorregou pela sua cintura para detê-la.
Ele firmou a pegada em sua cintura e arrastou a trilha do beijo daquele pescoço até as dobras da orelha dela.
— Então vamos nos lavar enquanto fazemos isso.
Assim que terminou a frase, puxou as mãos dela contra a parede em direção ao teto.
Ela avançou um pouco, o queixo em riste enquanto seus movimentos cediam aos dele.
Em um abraço cambaleante, eles se moveram pelo saguão em direção ao sofá, parando apenas por um momento até que ele a levantasse, segurando seu corpo em seus braços, os lábios travados, enquanto subiam para o quarto.
Sabrina não fazia a mínima ideia do que Noriel tinha aprontado nesses três dias na Vila de Ramos.
O que ela sabia é que nesses três dias, ela não saiu da cama.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!