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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1079

O ciúmes de Noriel para com Henrique não era nada saudável.

Assim, Sabrina achou que era fundamental deixá-lo interagir com outras pessoas para ficar menos apegado a ela.

Assim que as coisas ficaram prontas, Noriel ainda dormia e foi levado no colo de Sabrina diretamente para o carro.

Por alguma razão estranha, ele tirou um longo sono naquele dia.

Eles chegaram à Vila de Ramos e o garoto só foi acordar quando chegou a hora do jantar.

Logo que ele abriu os olhos e viu um monte de pessoas em um ambiente diferente, hesitou por alguns segundos.

Ele precisou de alguns instantes para absorver a nova situação e não estava de todo mal, engatinhou em direção à Velha Senhora Ramos e ficou de pé, agarrado nas pernas dela.

O sorriso enrugado no rosto da velha brotou no instante em que ela o viu.

— Olhem só para a fofura de criança que se lembrou da bisavó, não lembrou?

Ela se inclinou para abraçá-lo, mas ele não quis ficar no colo dela. Ele andou até o sofá se segurando nela e continuou em sua própria exploração.

O Velho Senhor Ramos ficou assustado com a ideia de ele tropeçar e o seguiu aos tropeços com as duas mãos quase amparando as costas dele, pronto para segurá-lo a todo custo.

A refeição já estava servida e Henrique chegou, pegando Noriel no colo.

— Vovó, vovô, eu fico com ele e podemos jantar juntos.

Ele colocou Noriel na cadeira do bebê.

A velha e o velho senhor o seguiram e acomodaram a cadeira do bebê perto da mesa.

O senhor ficou na cabeceira da mesa, com a mulher à direita, do lado de Noriel, enquanto Henrique e Sabrina ficaram à esquerda.

Com mais gente por perto, a proximidade de Henrique não chegou a incomodar Noriel.

O jantar correu às mil maravilhas, e ao ouvirem que ficariam com Noriel por alguns dias, a Velha Senhora Ramos estampou a alegria no rosto.

Com receio de que Noriel começasse a fazer um escândalo, Sabrina e Henrique se aproveitaram de um descuido dele após a janta e saíram do local.

O Maybach se afastou em ritmo constante em direção à estrada aberta.

Dentro do carro fechado, a risada de Henrique ecoou claramente.

— Do que está rindo? — Sabrina se virou para ele.

O pulso de Sabrina ficou preso quando os dedos grossos o agarraram em direção ao teto e contra a parede.

De costas, a posição deixou pouco espaço para a vergonha ou negação.

Henrique enfiou a cabeça no pescoço dela, plantando um beijo úmido e enviando um jorro de bafo abafado para ela.

— Ainda não tomei banho. — Seu corpo se mexeu sob seu toque, mas uma mão ágil e pesada escorregou pela sua cintura para detê-la.

Ele firmou a pegada em sua cintura e arrastou a trilha do beijo daquele pescoço até as dobras da orelha dela.

— Então vamos nos lavar enquanto fazemos isso.

Assim que terminou a frase, puxou as mãos dela contra a parede em direção ao teto.

Ela avançou um pouco, o queixo em riste enquanto seus movimentos cediam aos dele.

Em um abraço cambaleante, eles se moveram pelo saguão em direção ao sofá, parando apenas por um momento até que ele a levantasse, segurando seu corpo em seus braços, os lábios travados, enquanto subiam para o quarto.

Sabrina não fazia a mínima ideia do que Noriel tinha aprontado nesses três dias na Vila de Ramos.

O que ela sabia é que nesses três dias, ela não saiu da cama.

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