Isabella perguntou a Oceana em um tom baixo.
Oceana sentiu outra facada no coração. — São assuntos complicados de adultos, melhor você não se envolver, não ia entender mesmo.
— Ah. — Isabella assentiu. — Mas você sabe que o meu relacionamento com o Fernando é de mentira, né?
— De mentira?
Oceana franziu a testa. — Então, as duas famílias agora acham que vocês dois estão namorando mesmo?
Ela achava que a mídia que estava inventando coisas.
Então as Famílias Moraes e Veras acreditavam de fato que eles estavam juntos.
— É por achar que nós estamos realmente namorando que você está tratando ele tão mal agora?
Isabella inclinou a cabeça e perguntou.
O olhar de Isabella fez Oceana sentir um frio subir pela espinha várias vezes.
— Certo, assunto encerrado, de hoje em diante, cada uma cuida da própria vida. O que você e o Fernando fazem, é problema seu. O que eu e o Fernando fazemos, é problema meu, não há relação nenhuma entre nós.
Ela deu um tapinha no ombro de Isabella. — Você me chama de irmã mais velha, e eu te chamo de irmã mais nova, somos amigas agora.
Isabella assentiu com força. — Sim, eu gosto muito da sua personalidade.
— Então o jantar de hoje é por minha conta.
Oceana saiu do elevador com ela e dirigiu até um restaurante de fondue perto da cidade universitária.
No meio do caminho, ela ligou para Sabrina para perguntar se ela também iria.
— Hoje à noite vou cozinhar para o Henrique, você esqueceu?
O tom de voz de Sabrina carregava um leve aborrecimento. — Pelo visto, você está curtindo, não é?
— Se você não cozinhasse, o que ele poderia fazer com você?
Oceana ficou sem graça; tinha esquecido desse detalhe. — Chama ele para jantar junto com a gente, então.
— Não vamos, comam as duas; não vá assustar a garota.
Sabrina havia encontrado Isabella apenas uma vez e não tinha nada em comum com ela.
Todos eram os pratos favoritos de Henrique.
— Aqui está, o jantar que prometi fazer para você.
Sabrina serviu as duas tigelas de arroz e arrumou os pauzinhos.
Henrique colocou Noriel no carrinho e sentou-se. — Na verdade, não era bem a isso que me referia.
Sabrina serviu uma tigela de sopa para ele. — Não era a isso? Então era a quê?
— Desde que encha o estômago, qualquer coisa serve.
Henrique insinuou.
Sabrina passou a tarde ocupada e estava com a cabeça cheia, não compreendendo logo de cara. — Por acaso isso não enche? Ou não é do seu gosto?
— Realmente não é bem do meu gosto.
Henrique passou os olhos pelos pratos, sem muito interesse. — Não há nada tão apetitoso quanto você.
Após um silêncio absoluto na sala, o rosto de Sabrina ficou repentinamente vermelho.

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