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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1050

Isabella perguntou a Oceana em um tom baixo.

Oceana sentiu outra facada no coração. — São assuntos complicados de adultos, melhor você não se envolver, não ia entender mesmo.

— Ah. — Isabella assentiu. — Mas você sabe que o meu relacionamento com o Fernando é de mentira, né?

— De mentira?

Oceana franziu a testa. — Então, as duas famílias agora acham que vocês dois estão namorando mesmo?

Ela achava que a mídia que estava inventando coisas.

Então as Famílias Moraes e Veras acreditavam de fato que eles estavam juntos.

— É por achar que nós estamos realmente namorando que você está tratando ele tão mal agora?

Isabella inclinou a cabeça e perguntou.

O olhar de Isabella fez Oceana sentir um frio subir pela espinha várias vezes.

— Certo, assunto encerrado, de hoje em diante, cada uma cuida da própria vida. O que você e o Fernando fazem, é problema seu. O que eu e o Fernando fazemos, é problema meu, não há relação nenhuma entre nós.

Ela deu um tapinha no ombro de Isabella. — Você me chama de irmã mais velha, e eu te chamo de irmã mais nova, somos amigas agora.

Isabella assentiu com força. — Sim, eu gosto muito da sua personalidade.

— Então o jantar de hoje é por minha conta.

Oceana saiu do elevador com ela e dirigiu até um restaurante de fondue perto da cidade universitária.

No meio do caminho, ela ligou para Sabrina para perguntar se ela também iria.

— Hoje à noite vou cozinhar para o Henrique, você esqueceu?

O tom de voz de Sabrina carregava um leve aborrecimento. — Pelo visto, você está curtindo, não é?

— Se você não cozinhasse, o que ele poderia fazer com você?

Oceana ficou sem graça; tinha esquecido desse detalhe. — Chama ele para jantar junto com a gente, então.

— Não vamos, comam as duas; não vá assustar a garota.

Sabrina havia encontrado Isabella apenas uma vez e não tinha nada em comum com ela.

Todos eram os pratos favoritos de Henrique.

— Aqui está, o jantar que prometi fazer para você.

Sabrina serviu as duas tigelas de arroz e arrumou os pauzinhos.

Henrique colocou Noriel no carrinho e sentou-se. — Na verdade, não era bem a isso que me referia.

Sabrina serviu uma tigela de sopa para ele. — Não era a isso? Então era a quê?

— Desde que encha o estômago, qualquer coisa serve.

Henrique insinuou.

Sabrina passou a tarde ocupada e estava com a cabeça cheia, não compreendendo logo de cara. — Por acaso isso não enche? Ou não é do seu gosto?

— Realmente não é bem do meu gosto.

Henrique passou os olhos pelos pratos, sem muito interesse. — Não há nada tão apetitoso quanto você.

Após um silêncio absoluto na sala, o rosto de Sabrina ficou repentinamente vermelho.

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