— Você está fazendo tanto escândalo, vai assustar o Noriel. Não pode mais segurá-lo.
— Por que vocês duas estão brigando? Eu disse que estava cansada? Vocês é que acham que estou cansada, eu não estou! Devolvam-me aqueles cinco minutos!
A Velha Senhora Ramos estava sentada.
Mariana estava com as mãos na cintura, parada ao lado da mesa de centro.
Daniela segurava Noriel no divã, com medo de que tirassem a criança dela, apertando-o com força.
Noriel ofegava, tentando se soltar dela para engatinhar até o sofá, mas assim que liberava uma mão, ela o bloqueava novamente.
— Ah!
Noriel gritou de impaciência.
Quanto mais ansioso ele ficava, mais divertido e adorável parecia, e mais as três disputavam por ele.
— Mãe, a senhora já passou muito tempo com o Noriel na Cidade S, eu mal cuidei dele desde que ele nasceu.
Daniela começou a desenterrar o passado.
A Velha Senhora Ramos a repreendeu: — E a culpa é de quem? Foi você quem a forçou a ir para a Cidade S.
— Quando foi que eu a forcei a ir para a Cidade S?
Daniela falou como se tivesse lembrado de algo: — A senhora foi embora assim que quis, deixou toda a bagunça da Capital para mim e para o seu filho. Agora que meu neto finalmente voltou, a senhora ainda quer disputar ele comigo?
— Se você não tivesse impedido a Sabrina de vir passar o Ano Novo em casa, nós teríamos ido para a Cidade S?
A Velha Senhora Ramos argumentou com convicção.
— Ah, por que vocês duas estão brigando? Eu sou a que menos teve contato com o Noriel.
Mariana bateu o pé. — Antes, na Cidade S, quando eu ia ver o Noriel escondida, era a minha mãe quem mais o segurava.
Vendo que as três iam começar a brigar de novo, Sabrina desceu as escadas rapidamente.
Noriel a viu primeiro e estendeu os bracinhos para ela, pedindo colo.
— A Sabrina chegou. — A Velha Senhora Ramos sinalizou para Daniela. — Olha como a criança está ansiosa, deixa ele ir rápido para a Sabrina.
Daniela virou o rosto, viu Sabrina se aproximando e franziu a testa.
— Tinha que chegar logo agora.
As palavras ficaram presas na garganta, principalmente porque não sabia como chamar Daniela.
— Se quer ir, vá, não precisa de cerimônias.
Daniela cruzou as pernas, manteve as costas retas e virou o rosto para olhar para outro lugar.
Ao ouvir isso, Sabrina assentiu. — Venho visitar vocês outro dia.
Henrique se aproximou e abraçou os ombros dela. — Então nós vamos indo, nos vemos no dia do jantar com a Família Carneiro.
Depois de falar, ele conduziu Sabrina para fora.
— Vá logo se despedir do seu irmão. — A Velha Senhora Ramos sinalizou para Mariana.
Mariana se virou para acompanhá-los até a saída.
Daniela viu que eles realmente foram embora e não pôde deixar de se virar. — Ela não me chamou de nada e foi embora assim?
— Queria que te chamasse de quê?
A Velha Senhora Ramos rebateu: — Presidente Vieira? Senhora? Senhora?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!