A vendedora entrou na sala de espera segurando o contrato, abrindo um sorriso, antes mesmo de dizer "podemos assinar".
Ela viu Oceana se levantar com Carlitos nos braços: — O condomínio de vocês me dá azar, não quero mais.
Depois de falar, ela se virou e caminhou para fora.
A vendedora ficou perplexa e, ao reagir, foi atrás dela: — Senhorita Reis, o que a senhora achou inadequado? Não estava gostando tanto agora há pouco?
Do outro lado, Fernando e Isabella caminhavam para outra sala de espera.
Enquanto Oceana saía desta sala de espera, separados pela área da maquete do condomínio, eles não perceberam.
Oceana acelerou o passo para fora e abaixou a voz: — Nada me agrada.
Vendo que o negócio estava indo por água abaixo, como a vendedora poderia deixá-la sair tão facilmente?
— Senhorita Reis, vamos conversar direito, não tenha pressa de ir embora. Olha, eu já fiz até o contrato, assim eu não tenho como dar uma explicação ao gerente.
Enquanto falava, ela trocava olhares com sua colega.
A colega entendeu e veio logo ajudar.
— Senhorita Reis, o apartamento que você queria agora há pouco, eu também tinha um cliente interessado, e só recusei o cliente porque a senhora decidiu comprar.
As duas atuaram em conjunto até a porta, bloqueando o caminho de Oceana.
Oceana foi forçada a parar: — Piada, estou aqui há meia hora e não vi um único cliente entrar, vocês querem me extorquir agora?
— O meu cliente já tinha visto antes da senhora, ele acabou de me mandar um Whatsapp para ver de novo. — A vendedora respondeu rapidamente.
Oceana riu friamente: — Um empreendimento tão grande, tantos andares, e eu duvido que ele esteja olhando o mesmo bloco e o mesmo andar que eu.
A vendedora ficou ansiosa: — Isso não é o problema, o problema é que nós já tínhamos combinado!
— Combinamos e daí? Eu não paguei nenhum sinal, quem estipula que se eu disser que vou comprar, eu tenho que comprar? Isso não é venda forçada?
Oceana continuou andando em direção à saída, mas teve o caminho totalmente bloqueado pelas duas.
Ela não pôde evitar franzir a testa: — Vocês...
Visualmente, Oceana não parecia pertencer a nenhuma das categorias.
Ela estava vestida de forma simples, com uma calça pantalona e uma camiseta básica de marcas comuns, com um preço mediano, e pelo menos não parecia ter o nível de consumo para comprar uma casa ali.
— Senhora, se não for comprar, por favor não olhe os imóveis. A nossa equipe também trabalha duro, não brinque com a gente.
Claramente, o gerente de vendas considerou Oceana como alguém que estava ali para causar problemas.
Após ele dizer isso, a vendedora percebeu que Oceana estava apenas de passagem, experimentando a sensação de ser rica.
Não era à toa que ela decidiu comprar o imóvel depois de olhar por tão pouco tempo, no fim era apenas encenação.
Os vendedores ao redor olhavam para Oceana com expressões de desprezo.
Oceana ficou sem fôlego, com um nó preso na garganta.
Nem mesmo quando morava com a família Couto, antes de tudo isso, ela nunca tinha passado por uma humilhação tão grande como essa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!