— Eu não poderia simplesmente não querer comprar por outros motivos?
O gerente de vendas deu um sorriso desdenhoso, a ignorou completamente e virou-se para a vendedora, dizendo: — Acompanhe esta senhora até a saída.
O tom e a atitude dele lembraram Oceana de um meme da internet.
Aqui não se aceitam pessoas inconvenientes nem animais de estimação.
Ela era o tal fulano.
— Senhora, por favor, saia.
A vendedora, que ainda agora a recebia com um sorriso no rosto pronta para assinar o pedido, agora estava de cara feia.
Vendo a situação, Fernando começou a caminhar em direção a eles.
Oceana percebeu pelo canto do olho que ele estava se aproximando, virou-se e foi saindo: — Daqui a pouco eu vou mostrar para vocês o que é arrependimento.
Havia outro empreendimento ao lado desse que estava sendo desenvolvido há seis meses.
Na verdade, em comparação, o Residencial Grand Horizon tinha uma localização melhor, mas os preços eram mais altos, por isso ainda não havia sido totalmente vendido.
Oceana foi direto para lá, escolheu uma unidade de seu agrado, negociou o preço até o limite mínimo e assinou o pedido no local.
Após assinar, ela pediu para a vendedora pegar o contrato.
— Vá dar uma volta no condomínio da frente e mostre a eles o nosso contrato.
Desde que entrou no estande de vendas até finalizar o pagamento, passaram menos de dez minutos.
A vendedora ainda estava confusa, e ficou ainda mais ao ouvir o que ela disse.
— Rápido. — Oceana insistiu.
No estande de vendas da frente, algumas vendedoras estavam perto da janela, olhando de vez em quando para esse lado.
Como se estivessem esperando Oceana ser expulsa.
Ao verem a vendedora se aproximando, elas trocaram olhares, sem entender muito bem o que estava acontecendo.
Elas prenderam a respiração apenas quando a vendedora mostrou o contrato de venda já assinado, atestando a compra do imóvel à vista por trezentos mil a mais do que o preço daquele lado.
Eles viram a oportunidade voar de suas mãos direto para o lado oposto.
— É ela mesmo? — Os olhos de Isabella brilharam. — Se eu soubesse, teria visto o rosto dela!
Falando isso, Isabella caminhou até a porta, esticando o pescoço para olhar para o outro lado.
A vendedora achou que ela tinha ouvido a discussão e tinha vindo observar.
— Senhorita Veras, você também não acha que essa pessoa é exagerada? Ela já tinha olhado a casa conosco, do nada disse que não ia comprar, foi assinar o contrato na frente e ainda mandou nos mostrar de propósito.
— Aposto que o contrato dela é falso, só fez aquilo para dar uma de poderosa na nossa cara.
— Talvez ela tenha dado duzentos reais para a vendedora fingir com ela.
Isabella virou a cabeça, olhando para eles sem entender.
— Como vocês podem falar assim?
— Não dissemos nada de errado, fazer uma coisa dessas, ou é doida ou quer pagar de rica sem ter nada.
A vendedora, que não conseguiu receber a comissão, estava furiosa no momento, não conseguindo nem esconder a expressão de desgosto no rosto ao falar.

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