— Será que alguém está fazendo brincadeiras comigo? Você está aqui, não traga outras pessoas para brincar. Por favor, mande essa pessoa ir embora.
Ela estava mesmo com medo e sua voz parecia que ia chorar.
Em dois segundos, a campainha parou.
O suor que se formou em sua testa juntou-se em gotas e escorreu pelo seu rosto.
— Que susto.
Ela se sentou no chão, mas quanto mais pensava, mais sentia medo.
Depois que ela falou aquilo, a campainha parou. Será que isso significava que alguém realmente veio brincar com a mãe de Fernando?
Antes que esse pensamento terminasse, a campainha tocou novamente, cada vez mais rápido.
Oceana, como se tivesse levado um choque, pegou o celular e correu para dentro.
O toque estava ainda mais desesperado e, assim como antes, não havia ninguém lá fora.
Ela ligou para Sabrina imediatamente pedindo ajuda.
Mas demoraria para Sabrina chegar, e nesse intervalo, a campainha tocou mais algumas vezes. Ela se ajoelhou e reverenciou a urna da mãe de Fernando através da porta.
— Que tal eu abrir a porta, e a senhora vai brincar lá fora, não na minha casa, pode ser?
Ela pensou nisso, correu até a porta com toda a coragem, fechou os olhos no momento de abrir, empurrou a porta e correu de volta.
Ela empurrou com tanta força que a porta bateu contra a parede com um estrondo alto.
Mas ela não ligou, correu de volta para o quarto, trancou a porta, deitou-se na cama e ficou parada.
Até que finalmente Sabrina chegou.
Ela correu para fora do quarto e se atirou na figura que estava na porta.
Ela nem ligou que quem estava na porta não era Sabrina.
— A fechadura deve estar quebrada.
— Impossível, eu acabei de comprá-la. — Oceana estava certa do que dizia.
Henrique apertou a fechadura duas vezes e ela fez um barulho mecânico. — Erro, erro...
Ele mexia na fechadura enquanto Oceana chacoalhava o braço de Sabrina. — Me leva para casa, não consigo ficar mais nem um dia aqui!
Sabrina lhe deu um olhar tranquilizador. — Certo, te levo para casa logo. Mas deixa ele ver o que aconteceu com a fechadura primeiro, não podemos sair com a porta aberta.
Assim que ela terminou de falar, o elevador desceu sozinho.
Oceana olhou para os andares do elevador descendo e puxou o ar; quem estaria usando o elevador àquela hora?
O mais esquisito de tudo era que o elevador chegou ao primeiro andar e, dois segundos depois, subiu devagar, se aproximando do andar deles.
Por fim, ele parou no andar deles. As portas se abriram lentamente e o elevador estava vazio!!!

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