— Não, vou focar em ficar com você nesses dias. Volto quando o tio Marcel e a tia voltarem.
Sabrina achava que Henrique ficou com Noriel porque tinha medo de que ela se distraísse e não cuidasse bem do filho.
Oceana parecia normal agora, mas quem sabe quando ia perder o controle de novo.
— Então, outro dia eu vou com você visitar o Noriel.
Desde que falaram do Noriel, a alma de Sabrina estava voando.
Era exatamente o efeito que Henrique queria: manter o coração de Sabrina preso a ele.
Mesmo que o coração de Sabrina não estivesse nele, e sim em Noriel.
Mas Noriel ao lado dele significava que o coração de Sabrina estava com ele...
Que homem bem manipulador! Em qualquer história, esse tipo de cara sempre consegue se virar muito bem.
A competitividade subiu, e Oceana começou a planejar como acabar com os planos de Henrique.
Voltando para o Hotel Lumière à noite, Sabrina não recebeu as fotos de Noriel enviadas por Henrique.
Ela não se aguentou e fez uma chamada de vídeo para o homem. Quando a chamada conectou, a iluminação do outro lado estava escura.
— Você está dormindo? — Sabrina se surpreendeu.
Henrique falou bem baixo. — O Noriel dormiu pouco à tarde, então foi dormir mais cedo.
O quarto estava apagado. A fraca luz do celular só revelava o contorno do rosto de Henrique.
Se ela quisesse ver Noriel, ele teria que aproximar o celular, e a luz da tela bateria no rosto da criança.
Sabrina desistiu de ver Noriel.
— Então vão descansar cedo. Amanhã de manhã, quando o Noriel acordar, você me liga por vídeo.
Os olhos de Henrique escureceram. — Como estão as coisas aí?
Sabrina: — Assisti a um filme com ela à tarde, quase houve "mortes". Enfim... Apesar dos percalços, foi aceitável.
Ela parecia não querer falar muito. Só fez a chamada para ver Noriel.
— Você não vai perguntar de mim? — Henrique perguntou.
Sabrina, lembrando de algo, perguntou: — Como está o Fernando?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!