O Senhor Arnaldo estava desesperado por causa das notícias sobre o segundo e o terceiro ramo da Família Moraes.
Ele não esperava que Oceana abandonasse tudo desse jeito.
Mandar mais mulheres para Fernando era inútil, pois ele já estava prevenido.
Parecia um beco sem saída, sem nenhuma alternativa viável.
Inesperadamente, houve uma reviravolta.
Ele se levantou imediatamente e foi ao encontro de Sebastião, que se aproximava trotando.
— Dê-me logo!
O mordomo entregou um documento ao Senhor Arnaldo, que o pegou, abriu o envelope de papel pardo e tirou o conteúdo.
Ele olhou por alguns segundos, franzindo a testa cada vez mais.
Sebastião arfava e, após recuperar o fôlego, perguntou: — Senhor Arnaldo, devemos trazer essa mulher para cá agora?
— Trazer para cá? — O tom do Senhor Arnaldo carregava descrença enquanto ele empurrava o documento contra o peito do mordomo. — Veja você mesmo, tem como trazer?
Sebastião hesitou, olhou rapidamente sem entender muito e inspirou fundo.
— Sa... Sabrina? O filho dela não é do Senhor Ramos?
O Senhor Arnaldo voltou para trás da mesa e se sentou, com uma expressão indescritivelmente feia.
Sebastião ficou atônito por alguns segundos e engasgou, como se tivesse descoberto um grande segredo.
— Ela subiu na vida pelo filho e, por acaso, escolheu o esperma do Jovem Senhor Moraes? Ela...
O Senhor Arnaldo o interrompeu: — Aquela é a Família Ramos, não são enganados tão facilmente.
Uma criança surgindo de repente com certeza precisaria passar por inúmeras verificações para confirmar ser sangue da Família Ramos antes de ser reconhecida.
Sabrina não tinha histórico nem contatos, como poderia encontrar um esperma qualquer, engravidar e culpar Henrique Ramos?
Sebastião não conseguia entender: — Então por que a investigação nos levou a ela?
— E por que mais seria? — O Senhor Arnaldo respirou fundo. — Porque algumas pessoas não querem que descubramos e até tentam confundir as coisas.

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