Marcel Couto tinha rinite alérgica e, na Cidade S, só atacava quando tinha contato com os alérgenos.
Porém, desde que chegou à Capital, seu nariz ficava ruim todos os dias, os remédios não faziam efeito, e ele vinha aguentando.
— Hã?
Oceana olhou para as costas de Marcel e se sentiu mal.
— Então, vamos, vou ligar para a Sabrina Batista.
Elisa assentiu.
— Vamos ver que horas o seu pai comprou a passagem, se der tempo, almoçamos com a Sabrina antes de ir. Eu não fico muito tranquila de deixá-la sozinha na Capital.
— E por que não estaria? Henrique Ramos cuida dela muito melhor do que você.
Oceana fungou e mandou uma mensagem para Sabrina, reclamando de Henrique mentalmente.
— A sogra dela ainda não a aceitou, não é? A família Ramos nem sequer organizou um casamento para eles.
Elisa sentia-se mal.
— Se ela fosse a herdeira da família Couto, muito provavelmente a mãe de Henrique teria cedido.
A herdeira da Família Couto não significava apenas a herança.
Significava uma família completa.
Pelo menos, alguém daria apoio a Sabrina. O apoio de pais e o apoio de tios são completamente diferentes.
— A mãe do Henrique nem liga mais para a origem, isso é só a desculpa dela, ela simplesmente cismou com a Sabrina.
Sabrina não respondeu à mensagem, então Oceana jogou o celular de lado e começou a reclamar com Elisa.
No meio da reclamação, Marcel chegou.
— O voo é às onze horas, ainda temos algum tempo. Junte suas coisas e vamos para o aeroporto.
Ao ouvir isso, Oceana olhou para o celular novamente. Sabrina devia estar ocupada e não tinha respondido.
Ela ligou para Sabrina, o telefone chamou várias vezes, mas ninguém atendeu.
— O que será que houve?
Como o tempo era curto, Oceana não enrolou e ligou direto para o Henrique.
Henrique atendeu bem rápido.
— O que foi?
Ouvindo o tom frio dele, parecia que estava falando com um rival.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!