— Quem está esperando o Fernando? Eu estou esperando a Sabrina.
Oceana olhava repetidas vezes para a entrada do aeroporto.
— Ela já deve ter acordado, será que o Henrique não vai contar para ela que estou indo embora?
De qualquer forma, se contasse, ela garantia que a Sabrina com certeza viria.
Henrique sempre implicava com ela, era um homem crescido e agia com ciúmes, um sem-vergonha.
Oitenta por cento de chance de não falar.
Ela tinha ainda menos esperanças de que Henrique avisasse a Fernando.
Não, como assim "esperanças"?
Melhor ainda se não contasse, senão o Fernando apareceria para encher o saco.
— Pai, mãe, irmã!
Lucas gritou de repente.
Todos se viraram e o viram apontando para a entrada.
— Olhem!
O coração de Oceana acelerou de leve, e ela virou o rosto imediatamente.
Henrique carregava Noriel, e Sabrina segurava uma bolsa preta.
Com passe livre do aeroporto, os dois entraram e vieram direto na direção deles.
— Sabrina.
Oceana levantou-se com um toque de tristeza imperceptível na voz.
Ela atribuiu essa decepção à tristeza de partir em breve.
Como ela estava voltando para a Cidade S, acabaria indo para a Capital direto.
Da mesma forma, Henrique era ocupado com o trabalho, Sabrina tinha uma criança, como ela conseguiria viajar sempre para a Cidade S?
Nem sabia quando se veriam novamente.
— Como assim já vai embora? Isso foi muito rápido.
Sabrina mal acordou e ouviu de Henrique que Oceana já tinha ido embora para o aeroporto.
Ela trocou de roupa e foi, sem tempo nem para comer.
— Meus pais voltaram, então eu vou.
Oceana segurou a mão dela.
— O Noriel está doente, não deveria ter saído.

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