Ao ouvirem isso, os olhares das pessoas na mesa se voltaram para Arnaldo.
Inúmeras possibilidades passaram pela mente de Oceana.
Arnaldo queria levar Carlitos e Fernando para fazer um Teste de Paternidade de DNA.
Ou ele exigiria que Oceana tivesse outro filho...
Ou então...
Enfim, seria algo problemático.
Antes que ela pudesse chegar a uma conclusão, viu Sebastião pegar uma pasta de um armário ao lado e entregá-la a Arnaldo.
Arnaldo tirou da pasta vários documentos, certificados e escrituras de propriedades.
— Aqui estão todas as ações do Grupo Moraes e a trajetória de desenvolvimento de anos. Estes são todos os ativos da família Moraes, incluindo os meus bens pessoais. Hoje, entrego tudo a Fernando.
Após dizer isso, Arnaldo soltou um longo suspiro de alívio.
Ele empurrou todas as coisas para a frente de Fernando e, por fim, entregou um documento já assinado por ele.
— Assine aqui. A partir de agora, tudo isso é seu, e eu vou me aposentar.
Não foi a complicação esperada, mas sim a transferência de uma grande responsabilidade.
Mas o clima ficou mais pesado do que Oceana havia imaginado.
Oceana olhou instintivamente para Fernando.
Fernando hesitou por um momento, levantou-se e levou Carlitos para perto de Arnaldo.
Quando a cadeira de bebê foi colocada entre ele e Arnaldo, os olhos do velho, que encaravam Carlitos, subitamente ficaram vermelhos.
Lágrimas escorriam pelo rosto envelhecido; essas palavras descreviam perfeitamente a expressão de Arnaldo naquele momento.
Sua mão enrugada tremeu levemente enquanto ele a levantava para tocar a mão de Carlitos.
Carlitos segurava um pirulito de mirtilo. Com olhos escuros, o pequeno adorava comer, e quando comia, não prestava atenção em mais ninguém.
Mas não resistiu ao olhar fixo de Arnaldo. Hesitou por alguns segundos e sorriu, mostrando os dentinhos num sorriso com sabor de mirtilo.
Arnaldo sentiu um alívio instantâneo em seu coração.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!