— Tá, vamos descer logo.
Ricardo encerrou o assunto e foi na frente, liderando a descida.
Com a confusão, as pessoas que estavam no Templo do Destino também começaram a ir embora. A notícia chegou ao templo da fortuna e alguns dos turistas também foram afetados, resolvendo descer.
A trilha de volta era outra. Os quatro saíram ao mesmo tempo.
Ricardo não apertou o passo dessa vez; ele ficou esperando logo à frente, a uma distância razoável.
Se Sabrina sentia que suas forças estavam se esgotando, a resistência da Senhora Carneiro estava ainda pior.
Principalmente por ter usado todas as suas energias ao empurrar o incensário.
Ela andava arfando, com os passos arrastados.
Sabrina e Mariana a amparavam, uma de cada lado.
— É muito melhor ter filhas — suspirou a Senhora Carneiro. — Elas são tão atenciosas. Qual a vantagem de ter filho homem? Ele só dá dor de cabeça o dia todo.
Mariana não quis puxar o assunto de volta para Ricardo, então redirecionou a conversa para Sabrina.
— Sabrina, você ouviu o que ela disse? Vai logo dar uma menina pro meu irmão.
Sendo pega de surpresa, Sabrina estremeceu o canto da boca.
— Noriel já me dá trabalho suficiente.
Mariana retrucou:
— Isso é porque você fica muito em cima, quer fazer tudo. Se jogar ele para a minha mãe, ela dá conta de cuidar de dez de uma vez.
— Eu também reparei que a Senhora Ramos fala grosso, mas tem o coração mole. Aquele dia, quando fomos jantar, ela não tirou os olhos do neto.
A Senhora Carneiro aproveitou para engatar outro assunto:
— Parando para pensar, Sabrina, a jornada sua e do Henrique não foi fácil.
Sabrina fungou levemente.
— Tudo bem, já passou, então não parece tão ruim.
— Vocês já terminaram e voltaram um monte de vezes, né? — A Senhora Carneiro tentou buscar um pouco de consolo nisso.
Isso significava que Mariana e Ricardo também teriam esperança de voltar?
Mas a condição era que ela descobrisse por que eles terminaram.

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