Quando Mariana saiu do banheiro, mais de dez minutos já haviam se passado.
Ao ver que a Senhora Carneiro e Sabrina não estavam mais na área de descanso, ela soltou um suspiro de alívio e virou-se, preparando-se para descer a montanha sozinha.
De repente, viu uma figura familiar agachada numa rocha à direita. Era ninguém menos que Ricardo.
Mariana ficou parada.
— O que você está fazendo aqui?
— Estava te esperando. — Ricardo tinha uma expressão de má vontade. — Não me entenda mal. Se não fosse minha mãe me obrigando, eu não estaria aqui.
Mariana passou por ele e continuou descendo.
— Você não precisa ouvir a sua mãe.
Ricardo levantou-se e a seguiu.
— Você obedece a sua?
Esse homem só sabia ser do contra. Mariana lançou-lhe um olhar de esguelha.
— Você obedece tanto a sua mãe, e ela disse que vai ser minha melhor amiga. Se no futuro ela mandar você me chamar de tia, você vai chamar?
O rosto de Ricardo escureceu.
— Eu já disse, não apareça mais na minha frente. — Mariana caminhou rapidamente, abrindo caminho por entre a multidão.
Ricardo parecia segui-la sem pressa, mas, na verdade, não perdeu um passo sequer.
— Quem disse que eu apareci na sua frente? Foi você quem apareceu na minha.
Quando o assunto era agir com descaramento, ninguém superava Ricardo.
Mariana simplesmente desistiu de responder.
Os dois seguiram rápido, um na frente do outro, e nenhum falou mais nada.
Perto do sopé da montanha, o celular de Mariana apitou. Ela o tirou e viu que era uma mensagem de Sabrina.
[Mariana, houve um imprevisto na Família Carneiro. Levei a Senhora Carneiro de volta. Pegue uma carona no carro do Ricardo.]
Mariana puxou o ar. Seus dedos quase soltavam faíscas ao bater na tela.
[Sabrina, como você pôde me largar com o Ricardo!]

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