Esse era exatamente o plano de Mariana: humilhar Ricardo. Falar de dinheiro repetidamente e, cada vez que mencionasse um aumento, ofendê-lo ainda mais.
A fúria de Ricardo ardia, e quanto mais intenso era esse sentimento, maior ficava o sorriso em seu rosto.
— Tá. Sendo assim, terei que servir direito a senhorita Ramos.
Com as palavras pausadas, saídas por entre os dentes, ele disse: — Como a senhorita Ramos achou que eu me saí à noite? Se não estiver contente, te dou mais dois serviços hoje.
Assim como as pontas das orelhas vermelhas, Mariana mostrava as mesmas atitudes firmes.
— Não é preciso. Estou exausta, preciso descansar por hoje.
Assim que ela falou, o sorriso de Ricardo se aprofundou.
Isso não significaria que o vigor dele havia sido o que a deixou exausta?
Ao notar o sorriso, Mariana justificou-se com a voz travada. — Além do mais, a noite de ontem foi a primeira vez, as mulheres precisam prezar pela saúde.
A verdade é que as ocorrências na noite foram bem numerosas.
No momento, ela notava um certo incômodo por baixo do umbigo.
Mesmo que Ricardo não agisse sem limites, a quantidade dificultava o descanso, e as reações masculinas foram ficando à solta...
Ao mastigar, ela pressionou de leve os lábios internos para esconder sua confusão.
— Não quer nem de presente. Parece que...
O tom de voz de Ricardo brincava, trazendo certa malícia.
Mariana virou um olhar bravo e engoliu o que sobrava no prato. — Coma depressa e cai fora de uma vez.
— Tá. — Ricardo acenava positivamente na fala, mas na atitude exibia calma na refeição.
Mariana foi sentar no sofá, olhou o celular e viu mensagens dos colegas do setor perguntando se ela iria trabalhar.
Ela, um tanto frustrada, respondeu: Um cachorro me pegou ontem de noite.
Colega: Eita. Ficaram a noite toda nas mordidas?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!