O cérebro de Ricardo começou a trabalhar rápido. Ele repetiu o que ela falou.
— A relação ideal para nós?
Mariana respondeu: — Sim. Não tem como fingirmos que nada aconteceu na noite de ontem, tem?
Lógico que não. Apesar de não ter câmeras ali, eles eram adultos e tinham que assumir os atos.
Mas... casar?
Não era impossível, mas Ricardo acreditava que se casar só porque dormiram juntos seria algo precipitado.
Não era por não querer assumir compromisso. Ele apenas não queria casar de supetão. Casamento é um assunto sério.
Se não combinassem no futuro, o divórcio seria uma dor de cabeça, certo?
Porém, não casar também não fazia sentido. Ele tinha dormido com ela, e ainda foi a primeira vez. Ela era uma garota mais nova que ele.
O histórico da Família Ramos era muito importante, e Mariana não servia só para brincar...
Avaliando as vantagens e desvantagens, Ricardo não conseguiria ser insensível a ponto de se tornar um cafajeste irresponsável.
Não importa o futuro, agora ele precisava se responsabilizar.
— Você tem razão, não podemos fingir que nada ocorreu na noite de ontem. Eu...
— Na noite de ontem, você trabalhou muito.
Mariana cortou sua fala, retirou um bolo de dinheiro da bolsa e entregou a ele.
— Se você quiser, podemos continuar desse jeito no futuro. Não vou te deixar na mão.
E quem diria que não o deixaria na mão?
Aquele bolo de dinheiro tinha dez mil reais. Sem contar que ela já tinha pedido comida e comprado roupas novas que custaram mais de cem mil.
Se fosse um cara comum, ele estaria no céu. Se dormisse lá metade do mês, ganharia mais de cem mil sem suar.
Mas... quem era Ricardo?
O príncipe herdeiro da Família Carneiro e herdeiro do Grupo Pipefy.
Dez mil pela noite dele. Pela primeira vez!
Isso era um ultraje!
Ricardo estreitou os olhos de uma vez e encarou o monte de dinheiro. — Não vai me deixar na mão?


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