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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 926

— Não é arrependimento, apenas medo de não ser uma boa mãe.

Assim que Oceana falou, seu tom de voz já estava tingido de desânimo.

— Comparada a Sabrina, não sou uma boa mãe. Eu achava que dar comida e bebida ao bebê depois de nascer, colocá-lo numa boa casa, e contratar uma babá para ajudar quando estivesse muito ocupada era o suficiente.

Mas agora ela entendia que o que as crianças precisavam era de companhia.

O dinheiro não podia dar o amor materno às crianças.

Sabrina sempre colocava a criança em primeiro lugar, estudando com muito cuidado a primeira papinha do bebê.

Mesmo quando saía de casa com o bebê, tinha o cuidado de escolher os lugares, dando sempre prioridade a ele.

Ela era diferente. Quando queria se divertir, entregava Carlitos à babá e sumia o dia todo.

Quanto mais ela se comparava, mais se sentia mal.

— Oceana, em qual hospital você fez a fertilização? — Fernando perguntou subitamente.

Oceana parou um pouco e disse: — Fiz o procedimento no Primeiro Hospital da Capital. Escolhi esse lugar com todo cuidado, e para evitar sofrimentos, optei por fazer a fertilização logo na primeira tentativa.

Depois de dizer isso ela perguntou: — Por que você está perguntando isso?

O Primeiro Hospital da Capital era exatamente a mesma clínica em que Fernando havia feito a sua doação.

Fernando refletiu por um instante, balançou a cabeça e respondeu: — Só fiquei curioso. Vá descansar no quarto ao lado, eu fico cuidando dele. Amanhã tenho um compromisso durante todo o dia, então você vai ter que ficar sozinha no hospital.

— Hã? — Oceana engasgou. — O que você vai fazer?

Na época, Fernando tinha vindo à Cidade S junto com Henrique.

Fora Henrique, ele só conhecia Oceana por lá.

Que compromisso ele poderia ter?

Oceana ficou genuinamente curiosa, mas percebeu que havia ultrapassado os limites assim que perguntou.

— Ah, certo. Eu vou tirar uma soneca, vai cuidar das suas coisas.

Dito isto, ela levantou-se e foi para a ala ao lado.

A cama do quarto VIP era um pouco maior e mais macia.

Oceana estava cansada após um dia e uma noite de estresse e, logo após se deitar, adormeceu.

Fernando o colocou de volta na cama, sentou na cadeira e olhou para o pequeno rosto adormecido dele. Uma emoção desconhecida aflorou em seu coração.

Por volta das cinco horas da manhã, a porta do quarto do hospital foi empurrada silenciosamente.

Oceana acordou. Ela tinha pensado em dormir até o meio da noite e vir para cá, para Fernando ter algum descanso.

Quem diria que adormeceria assim que a sua cabeça tocou no travesseiro, e quando abriu os olhos de novo, eram cinco horas.

Ela ficou ainda mais com a consciência pesada. Carlitos estava assim, e ela deveria não ter dormido nada.

Entrou pela porta e viu Fernando encostado na beirada da cama, segurando a mãozinha de Carlitos. Seu coração sentiu como se tivesse sido tocado por alguma coisa.

Fernando sequer era o pai biológico de Carlitos, e ele já estava vigiando-o durante toda a noite tão assiduamente.

Ela era tão, mas tão inútil.

Pensando isso, ela entrou, pegou o cobertor leve que estava no sofá e o cobriu.

Seu olhar seguiu as mãos dele para pousar sobre a pequena mão de Carlitos. Foi inesperado ver que no braço dele havia um curativo e um band-aid.

Parecia que tinha sido prensado ali depois que ele teve sangue retirado.

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