— Ah, Fernando.
Isabella o alcançou e estendeu a mão, bloqueando o caminho de Fernando.
— Eu ouvi do vovô Moraes que você vai voltar nestes próximos dois dias, por isso disse que voltaria nestes dias. É só você me levar com você quando for.
Ela era muito jovem e sorria sem parar, então Fernando não teve coragem de ser rude com ela.
Fernando viu que ela era jovem, sorria o tempo todo e nem conseguia ler uma expressão facial, então não se importou.
— Então, quando eu for, te aviso com antecedência.
O sorriso de Isabella ficou mais radiante: — Certo, Fernando. Vá fazer o que tem que fazer. Eu vou indo.
Ela recuou dois passos e acenou para Fernando: — Tchau.
Fernando acenou com a cabeça e se virou, indo para fora do hospital.
Às dez e meia, Sabrina chegou ao hospital.
Ela segurava uma lancheira. Atrás dela, Henrique segurava Noriel. Os dois entraram no quarto, um após o outro.
— Como está o Carlitos?
Oceana ouviu a voz dela, virou-se e só então percebeu que ela tinha chegado.
— Está muito melhor e a febre baixou. Você veio tão cedo.
Sabrina colocou Noriel no sofá: — Se não estiver com fome, coma depois. Está na garrafa térmica, não vai esfriar.
Oceana fez um "Ah", saiu da cama e levou Carlitos para o sofá, para brincar com Noriel.
Hoje de manhã, o médico disse que Carlitos já podia sair um pouco da cama e caminhar.
Mas ela ainda não tinha coragem, com medo de que Carlitos caísse e piorasse as lesões.
Henrique deixou o almoço sobre a mesa, ficou um instante perto da janela e conferiu o relógio.
— Aonde o Fernando foi?
Os movimentos de Oceana pararam. Seu tom de voz soou um tanto irônico: — Ele disse que tinha o que fazer e saiu para resolver.
Sabrina captou a emoção dela, e seus olhos viraram ligeiramente para dar uma olhada em Henrique.
Henrique entendeu o sinal, levantou-se e pegou a chave do carro: — Comam o almoço. Venho te buscar mais tarde.
— Certo, vá.
Ela o defendeu.
Mas logo que ela terminou de falar, Oceana refutou: — Não é nada disso. Ele... Ele foi ver uma mulher.
Sabrina se espantou: — Ver uma mulher? Quem te disse isso?
— Eu vi.
Oceana tirou o celular, abriu algumas fotos e mostrou para Sabrina.
— Veja. A garota não é nada mal. Muito menos os homens, até eu que sou mulher gosto dela quando a vejo.
Ela sempre foi direta e dizia tudo que pensava.
Foi a primeira vez que Sabrina a viu dizendo algo quando pensava outra, e era muito óbvio.
— Nem sempre o que se vê é verdade.
Oceana deu uma risada fria: — Heh. Sendo verdade ou não, o que isso tem a ver conosco?
Sabrina disse: — Se isso realmente não tem nada a ver com você, por que está tão irritada? Se realmente quer saber o que ele tem com essa garota, por que não vai perguntar diretamente a ele?

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